Tecnologia: Futebol é arma para combater zumbis em game de aluno da Fatec Carapicuíba

Jogador controla a personagem Yara para enfrentar apocalipse de zumbis com dribles, chutes e embaixadinhas - Foto: Reprodução
Jogador controla a personagem Yara para enfrentar apocalipse de zumbis com dribles, chutes e embaixadinhas – Foto: Reprodução

 

 

Inspirado em milhões de jovens brasileiros que sonham em se tornar ídolos do mundo da bola, o aluno Raul Tabajara, da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Carapicuíba, criou um game de celular em que o jogador precisa driblar zumbis para somar pontos, salvar o mundo e se tornar um novo craque.

 

 

Trata-se do Zumbi Olé, que já ultrapassou a marca de 33 mil downloads e está disponível gratuitamente para Android.

 

 

 

 

 

Para desenvolver o app, o estudante do curso superior tecnológico de Jogos Digitais contou com a parceria de amigos e do professor Alvaro Gabriele Rodrigues. Ele conta que a ideia surgiu assistindo ao seriado de zumbis Walking Dead. “Os monstros são muito lentos. Não precisa de armas para derrotá-los, basta pular pro lado e gritar: olé”, explica. “Poderia criar um jogo com essa concepção e colocar uma bola nos pés da personagem, fazendo uma alusão ao esporte mais popular do Brasil.”  

 

 

 

 

De acordo com o autor, a brasilidade é um componente essencial do game. “Prezamos por um jogo bem brasileiro, com personagem de nome indígena e cenários que trazem imagens do Cristo Redentor, do Masp e do Saci-Pererê”, afirma. Com versões em português e inglês, o app também está fazendo sucesso em outros países, como Estados Unidos, Holanda e Japão.

 

 

 

Talento esportivo

 

 

 

A aventura gira em torno de Yara, uma menina que sonhava em ser jogadora de futebol, mas viu seu futuro ameaçado após um apocalipse zumbi dominar o planeta. Para sobreviver, ela resolve encarar a batalha e sair driblando os mortos-vivos, tomando cuidado para não ser capturada e devorada por eles.

 

 

 

“O grande diferencial é a proposta original do roteiro ao misturar dois temas distintos, que são as modalidades esportivas e os jogos tipo arcade de combate a inimigos”, explica o professor Alvaro Gabriele. Ele ressalta ainda o emprego da não-violência. “A única arma utilizada é o talento esportivo da personagem.”

 

 

 

A Copa do Mundo também contribuiu para aumentar o interesse dos usuários pelo aplicativo, mas o destaque tem sido a ótima aceitação do público feminino. “Colocamos uma garota como protagonista para quebrar o paradigma. As meninas aprovaram e ficaram muito felizes com a representatividade”, diz o aluno.     

 

 

 

O jogo foi uma das atrações do Big Festival, um dos principais eventos de games independentes do Brasil, e se classificou entre as 15 melhores produções nacionais do gênero em 2017.

 

 

 

 

Segundo o estudante, que também lançou recentemente o jogoMasmorra da Tortura, o próximo passo será uma nova versão doZumbi Olé para computador com novos recursos, como loja virtual para compra de chuteiras mais potentes e uniformes de clubes e seleções. Confira o trailer do jogo.

 

 

Da Redação com informações provenientes da Assessoria de Comunicação do Centro Paula Souza