Ciência e Tecnologia: Galáxia “gêmea” traz pistas sobre o passado da Via Láctea

NGC 6744 possui um núcleo ativo de baixa luminosidade, que pode ter existido na Via Láctea – Créditos: ESO

 

 

Uma nova análise da galáxia NGC 6744, “gêmea” da nossa Via Láctea, trouxe mais informações sobre seu núcleo e sobre a evolução dessas estruturas.

 

O trabalho foi desenvolvido pela astrônoma Patrícia da Silva no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, com a colaboração de seu orientador João Steiner e do astrônomo Roberto Menezes, atualmente pesquisador de pós-doutorado na Universidade Federal do ABC (UFABC). O estudo da NGC 6744 revela que a galáxia possui um núcleo ativo de baixa luminosidade, que pode ter existido no local onde hoje se encontra o buraco negro no núcleo da Via Láctea.

 

 

 

O artigo, publicado no periódico especializado The Astrophysical Journal, também foi destacado na AAS Nova, um site que seleciona os principais artigos publicados em periódicos da área. Galáxias “gêmeas” da Via Láctea, neste estudo, são aquelas que possuem o mesmo tipo morfológico da Via Láctea. Ou seja: são galáxias espirais com uma barra central e relações similares entre núcleo e os braços. “É interessante estudar ‘gêmeas’ da Via Láctea para estudar a evolução da nossa galáxia. Queremos conhecer informações como a frequência com que tais objetos apresentam núcleos ativos (AGN, na sigla em inglês), as idades das populações estelares, a composição do gás, e onde a Via Láctea se enquadra nesse conjunto”, explica a astrônoma.

 

 

 

NGC 6744 é uma galáxia relativamente próxima da Via Láctea (cerca de 25 milhões de anos luz de distância) que foi descoberta no século 19 e apresenta baixa luminosidade em seu núcleo. “Não tínhamos muita informação na literatura sobre o núcleo dela. Sabíamos apenas que a emissão era compatível com um AGN de baixa luminosidade, que chamamos de Liner (acrônimo em inglês para região de emissão nuclear de baixa ionização)”, conta Patrícia.

 

 

 

Da Redação com informações da Assessoria de Comunicação do IAG / Jornal da USP / Mais informações: e-mail [email protected], com Patrícia da Silva