Saúde: Projeto que facilita transporte aéreo de órgãos para transplante é premiado

Projeto que facilita transporte aéreo de órgãos para transplante é premiado Em junho, Michel Temer determinou à Aeronáutica que mantenha permanentemente um jato à disposição para transporte de órgãos e tecidos Foto: Andre Feitosa / FAB
Projeto que facilita transporte aéreo de órgãos para transplante é premiado – Em junho, Michel Temer determinou à Aeronáutica que mantenha permanentemente um jato à disposição para transporte de órgãos e tecidos – Foto: Andre Feitosa / FAB

 

O projeto Facilitação e Ampliação do Acesso Gratuito ao Transporte Aéreo de Órgãos, Tecidos e Equipes para Transplantes, da Secretaria de Aviação, foi o terceiro colocado, entre 102 inscritos, no 20º Concurso Inovação na Gestão Pública Federal da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

 

 

 

 

O estudo, de autoria do servidor da secretaria Marco Antonio Lopes Porto, descreve todo o esforço de articulação e preparação dos atores aeroportuários envolvidos com objetivo de facilitar, agilizar e priorizar o transporte aéreo de órgãos, tecidos e equipes médicas para cirurgias de transplante.

 

 

 

 

O trabalho pontua e detalha o trabalho de instituições como companhias aéreas, Infraero, Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea/Ministério da Defesa), a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e as concessionárias administradoras de aeroportos (Brasília, Viracopos, Guarulhos, Confins e Galeão).

 

 

 

 
Desde 2011, a Secretaria de Aviação do Ministério dos Transportes coordena um grupo de trabalho dedicado ao assunto. Com o projeto, o servidor buscou melhorar a atividade de articulação e comunicação junto aos atores envolvidos no processo.

 

 

 

Inovação e transplantes

 

 

 

 

De acordo com Lopes Porto, a inovação do estudo foi a criação de um termo de conduta para indicar como cada ente envolvido no transporte poderia atuar, evitando assim, falhas de comunicação na qualidade do serviço.

 

 

 

 

Além disso, o projeto propôs e consolidou a presença permanente de uma equipe do Ministério da Saúde no Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), no Rio de Janeiro, para a coordenação de toda a logística do transporte dos órgãos em tempo real.

 

 

 

 

“Como Engenheiro de formação, estou muito feliz por ter contribuído com meios eficientes de decisão no salvamento de muitas vidas”, afirma o servidor.

 

 

 

Contribuição crescente

 

 

 

Em 2011, início da operação do grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Aviação, foram utilizados 1.907 voos no transporte de algum tipo de material biológico ou equipe médica para transplante no Brasil.

 

 

 

Em 2013 foram 6.064 voos, mais que o triplo. Em 2014, 5.061 voos transportaram órgãos e equipes de saúde. Neste período, foi registrada queda no número de voos pela otimização do uso da malha aérea e do fluxo de distribuição.

 

 

 

Ou seja, a rede transportou mais itens com menos voos, resultado de processos logísticos mais apurados. Até outubro deste ano, já foram contabilizados 3.317 voos.

 

 

 

 

Apesar da queda no número de voos realizados entre 2013 e 2014, o volume transportado aumentou 18%, com 7.993 itens em 2014. Entre os órgãos e tecidos que registraram maior ampliação no mesmo período, estão válvulas cardíacas (55,3%) e rins (49,8%). Em 2015, foram 5.625 itens transportados até outubro.

 

 

 

Em junho deste ano, o presidente Michel Temer assinou um decreto que determina à Aeronáutica que mantenha permanentemente um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) no solo à disposição para atuar no transporte de órgãos e tecidos para transplantes, ou ainda, para transportar pacientes para o local onde está órgão ou tecido.

 

 

 

Doação de órgãos

 

 

 

 

Segundo o Ministério da Saúde, doador vivo é qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique a própria saúde. Podem ser doados um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão.

 

 

 

O doador falecido é um paciente com morte encefálica atestada pelo médico. Para ser doador no Brasil não é preciso deixar nada por escrito, nem registrado em documentos. A decisão é da família e ela deve estar ciente da intenção da pessoa que faleceu em ser doadora de órgãos.

 

 

 

Podem ser doados coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões, além da medula óssea.

 

 

 

 
Da Redação com informações provenientes do Portal Brasil e da Secretaria de Aviação Civil