Saúde: Conheça mais sobre os métodos contraceptivos distribuídos gratuitamente no SUS – Parte II

Métodos contraceptivos
Métodos contraceptivos

 

 

O planejamento sexual e reprodutivo é condição importante para a saúde das mulheres e homens adolescentes, jovens e adultos. Todos os indivíduos têm o direito de decidir de forma livre e responsável se querem ou não ter filhos(as), quantos filhos(as) desejam ter e em que momento de suas vidas. Desta forma, todos têm direito à atenção em planejamento reprodutivo, ou seja, acesso aos métodos e técnicas para a concepção e a anticoncepção, mas também a informações e acompanhamento por um profissional de saúde, num contexto de escolha livre e informada. Também têm direito de exercer a sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência.

 

É fundamental o envolvimento dos homens com relação à paternidade responsável, à prevenção de gestações não desejadas e à prevenção das DST/HIV/Aids. Por isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece várias opções de métodos contraceptivos e ações para auxiliar o planejamento sexual e reprodutivo, tanto para ajudar quem que ter filhos com orientações para a concepção, quanto para prevenir uma gravidez indesejada, fornecendo informações importantes e acesso a recursos para a anticoncepção, e prevenir as doenças sexualmente transmissíveis.

 

 

Os métodos contraceptivos são recursos que podem ser comportamentais, medicamentosos, ou cirúrgicos, usados pelas pessoas para evitar a gravidez indesejada. Existem métodos femininos e masculinos, reversíveis e irreversíveis.

 

 

Os métodos reversíveis são aqueles que, como diz o nome, podem ser revertidos. Ou seja, quando a pessoa deixa de utilizá-los, poderá engravidar. Já os métodos irreversíveis, como a ligadura de trompas uterinas/ laqueadura e a vasectomia, são aqueles que, após utilizados, é muito difícil a pessoa recuperar a capacidade de engravidar. Por isso, para optarem por esses métodos as pessoas precisam estar seguras de que não querem mais ter filhos.

 

 
É importante lembrar que dentre todos os métodos contraceptivos, os preservativos feminino e masculino são os únicos que oferecem proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o HIV/aids e as hepatites virais.

 

 

A escolha do método anticoncepcional deve contar com o auxílio e orientação de um profissional de saúde que oriente quais os métodos disponíveis, como utilizá-los, quais as vantagens e desvantagens de cada um e avalie junto com a mulher, o homem ou os dois qual o método mais indicado para cada situação. Estar bem informado é fundamental para se fazer a melhor escolha.

 

 

Os e as adolescentes também têm direito ao acesso aos métodos contraceptivos, inclusive a pílula de emergência, e à confidencialidade e sigilo sobre sua atividade sexual e prescrição de métodos contraceptivos, não sendo necessário o consentimento ou participação dos pais/responsáveis nas consultas, conforme Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

 

Pílula anticoncepcional de emergência

 

Pílula anticoncepcional de emergência
Pílula anticoncepcional de emergência

 

É um método utilizado para evitar uma gravidez indesejada após uma relação sexual desprotegida. A pílula anticoncepcional de emergência também é conhecida como pílula do dia seguinte. Pode ser usada em situações como: relações sexuais desprotegidas, rompimento do preservativo, em caso de deslocamento do diafragma, deslocamento e expulsão do DIU, uso incorreto da pílula anticoncepcionals ou em situações de violência sexual.

 

 

A pílula anticoncepcional de emergência ajuda a diminuir o número de abortos provocados, na medida em que evita a gravidez não desejada impedindo ou retardando a ovulação e diminuindo a capacidade dos espermatozoides de fecundarem o óvulo. Deve ser utilizada até cinco dias após a relação sexual desprotegida.

 

 

A pílula anticoncepcional de emergência não é abortiva, porque ela não interrompe uma gravidez já estabelecida. A pílula anticoncepcional de emergência não deve ser usada como método anticoncepcional de rotina, ou seja, substituindo um outro método anticoncepcional. Deve ser usada apenas em casos de emergência, porque a dose de hormônios é maior em relação às outras.A pílula de emergência pode ser utilizada por qualquer mulher em idade fértil, independente da idade. Não há restrição do uso por adolescentes.

 

 

Métodos Cirúrgicos

 

Métodos Cirúrgicos
Métodos Cirúrgicos

 

São métodos contraceptivos de caráter definitivo. Deve-se levar em consideração a possibilidade de arrependimento da mulher ou do homem e o pouco acesso das pessoas às técnicas de reversão da cirurgia.

 

 

A Lei do Planejamento Familiar, Lei n° 9.263/96 só permite realizar a ligadura de trompas/laqueadura e a vasectomia nas seguintes condições:

 

  1. Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade, ou pelo menos com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico.
  2. Nos casos em que há risco de vida para mulher ou riscos para a saúde da mulher ou do futuro bebê.
    A Lei do Planejamento Familiar proíbe a realização da ligadura de trompas/ laqueadura durante o período de parto ou aborto, exceto nos casos de comprovada necessidade. Esses momentos não são os mais adequados para a realização dessa cirurgia.

 

 

Ligadura de trompas ou laqueadura

 

Ligadura de trompas ou laqueadura
Ligadura de trompas ou laqueadura

 

É uma cirurgia simples realizada na mulher para evitar a gravidez. É um método anticoncepcional considerado permanente ou irreversível, porque, depois de feita a cirurgia, é muito difícil recuperar a condição de ter filhos. É um método cirúrgico que bloqueia as trompas uterinas para evitar que os espermatozoides cheguem ao óvulo.

 

 

Vasectomia

 

Vasectomia
Vasectomia

 

É uma cirurgia simples, segura e rápida, que pode ser feita em ambulatório, com anestesia local e o homem não precisa ficar internado. Nessa cirurgia, os canais deferentes são bloqueado impedindo que os espermatozoides se misturem ao esperma durante a ejaculação.

 

O efeito não é imediato. Nas primeiras ejaculações depois do procedimento, ainda existem espermatozoides no esperma ejaculado, ou seja, ainda existe o risco de o homem engravidar a mulher.

 

 

A vasectomia só será considerada segura quando o exame realizado no esperma, o espermograma, mostrar que não existem mais espermatozoides no esperma ejaculado. Até que o espermograma seja negativo, o homem ou a mulher devem usar algum outro método para evitar a gravidez. O procedimento não causa nenhum problema de saúde para o homem e não altera sua vida sexual. O desejo e a potência sexual continuam iguais ao que eram antes da cirurgia.

 

 

Preservativo masculino e feminino

 

Preservativo masculino e feminino
Preservativo masculino e feminino

 

O preservativo masculino ou feminino deve ser utilizado em todas as relações sexuais pois eles são, indiscutivelmente, os únicos métodos contraceptivos que podem proteger simultaneamente da gravidez indesejada e das DST/HIV.

 

 

Assim, é importante que mesmo quando a mulher, o homem ou os parceiros optem por outro método contraceptivo, ainda assim utilizem o preservativo feminino ou masculino, o que garantirá a dupla proteção contra a gravidez (no caso de um método falhar, o outro ainda será eficaz) e a proteção única contra DST/HIV, que só pode ser alcançada por meio do uso do preservativo.

 

 

 

Preservativo masculino/Camisinha masculina

 

 

 

O método mais conhecido é feito de látex, um tipo de borracha, que cobre o pênis durante a relação sexual, para impedir o contato do pênis com a vagina, com o ânus ou com a boca. Ele funciona como uma barreira, poiso esperma ejaculado pelo homem fica retido na camisinha. A camisinha masculina também é eficaz para proteger das DST/HIV/AIDS quando usada em todas as relações sexuais, antes de qualquer contato do pênis com a vagina, com o ânus ou com a boca.
O preservativo é descartável, não devendo ser reutilizado.

 

 

Preservativo feminino/Camisinha feminina

 

 

É fino, lubrificado, liso e transparente e não deve ser reutilizado. Tal qual a masculina é eficaz para proteger da gravidez indesejada e de DST/HIV/AIDS. Funciona como uma barreira impedindo a passagem dos espermatozoides.

 

A camisinha feminina deve ser usada em todas as relações sexuais, mesmo durante a menstruação. Pode ser colocada na vagina imediatamente antes da penetração ou até oito horas antes da relação sexual. A camisinha é prática e não atrapalha o prazer sexual.

 

 

Lembre-se! Os preservativos feminino e masculino não devem ser usados ao mesmo tempo, porque o atrito entre eles aumenta o risco de rompimento. Para a relação sexual escolha apenas um dos tipos de camisinha.

 

 

 

Fonte: Blog da Saúde