Saúde: A região das Américas é a primeira no mundo a ser declarada livre da rubéola

Criança participa de campanha de vacinação. Foto: ABr/Fernando Frazão
Criança participa de campanha de vacinação. Foto: ABr/Fernando Frazão

 

 

A região das Américas tornou-se a primeira no mundo a ser declarada livre da transmissão da rubéola endêmica. Esta conquista coroa um esforço de 15 anos, envolvendo a ampla administração da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR ou tríplice viral) em todo o continente.

 

O anúncio foi realizado por um comitê internacional de especialistas durante um encontro na Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) nesta quarta-feira (29).

 

 

“A eliminação da rubéola nas Américas é uma conquista histórica que reflete a vontade coletiva dos países da nossa região para trabalhar em conjunto para alcançar metas ambiciosas para a saúde pública”, disse a diretora da OPAS/OMS, Carissa F. Etienne.

 

 

“Esta foi a primeira região a erradicar a varíola, a primeira a eliminar a pólio, e agora é a primeira a eliminar a rubéola e a síndrome da rubéola congênita. Essas conquistas demostram o valor da vacinação e o quão importante é fazer com que as vacinas estejam disponíveis até mesmo nos cantos mais remotos do nosso continente.”

 

 

Embora a rubéola geralmente provoque infecção leve ou assintomática em crianças e adultos, quando uma mulher contrai o vírus no início de sua gravidez pode causar um aborto ou síndrome da rubéola congênita que provoca defeitos congênitos de nascimento, como cegueira, surdez e problemas cardíacos.

 

 

Antes da vacinação em larga escala contra esta doença, estima-se que nascessem, por ano, entre 16 e 20 mil crianças com síndrome da rubéola congênita na América Latina e no Caribe.

 

 

O anúncio chega quando 45 países e territórios da região estão participando da Semana de Vacinação nas Américas, realizada entre 25 de abril e 2 de maio, com o objetivo de chamar a atenção para a importância da imunização.

 

 

Da Redação com informações da ONU