Saúde: A Organização Mundial da Saúde divulgou que a resistência a antibióticos é o maior desafio contra doenças infecciosas

antibióticos -Foto: Unodc
antibióticos -Foto: Unodc

 

 

A Organização Mundial da Saúde divulgou na quarta-feira (29), em Genebra, os resultados de uma pesquisa sobre ações contra a resistência antimicrobiana. Dos 133 países que responderam ao estudo, apenas 34 declararam ter planos nacionais para evitar que vírus e bactérias resistam a medicamentos.


O sudeste da Ásia e a Europa são as regiões com a maior proporção de países que tem planos do tipo: 45% e 43%, respectivamente. Da região das Américas, 26 países responderam a pesquisa, incluindo o Brasil, mas apenas três nações garantiram ter um programa contra a resistência a antibióticos. Mas a OMS não divulgou os nomes dos países.

 
Desafio Global

 
A OMS destaca que existem “enormes brechas nas ações necessárias para prevenir o mal uso dos antibióticos e reduzir a resistência”. Segundo o diretor-assistente da agência para Segurança de Saúde, Keiji Fukuda, “este é o maior desafio das doenças infecciosas atualmente”.

 
Ele explica que todos os tipos de vírus e parasitas estão se tornando resistentes aos medicamentos. Segundo Fukuda, esse problema está ocorrendo em todas as partes do mundo, por isso os países precisam fazer sua parte para combater essa “ameaça global”.

 
Infecções

 
A pesquisa da OMS é a primeira a compilar a resposta dos governos à resistência a medicamentos usados para tratar infecções do sangue, pneumonia, tuberculose, malária e HIV.

 
O médico Keiji Fukuda destaca que além da OMS, cientistas e outras autoridades de saúde vêm alertando sobre o “potencial impacto catastrófico de se ignorar a resistência a antibióticos”.

 
Venda sem Prescrição

 
Um dos problemas é que em muitos países, os antibióticos são vendidos sem prescrição médica e a conscientização do público é pequena, o que leva muitas pessoas a acreditar que os medicamentos serão realmente eficientes contra infecções virais.

 
A OMS lista ações que precisam ser implementadas pelos governos: ter um plano nacional, com participação da sociedade civil; aumentar a vigilância e a capacidade dos laboratórios; garantir acesso a medicamentos essenciais, desde que tenham sua qualidade garantida.

 

 
Além disso, a agência diz que é importante regular e promover o “uso racional” dos remédios; melhorar a prevenção e controle de infecções e promover inovação e pesquisas na área.

 

 
Da Redação com informações da Rádio ONU de Nova York