Segurança: Policiamento comunitário no campus da USP na Capital começa nesta quarta-feira – 09/07/2015

O reitor da USP e o secretário da Segurança assinaram hoje o convênio que implanta o policiamento comunitário na Cidade Universitária
O reitor da USP e o secretário da Segurança assinaram hoje o convênio que implanta o policiamento comunitário na Cidade Universitária – Foto: Nathalia Manzaro

 

 

Secretário da Segurança e reitor da USP assinaram nesta terça o convênio que permite a implantação de um novo modelo de patrulhamento na Cidade Universitária

 

 

O policiamento comunitário no principal campus da Universidade de São Paulo (USP) começa nesta quarta-feira (9), com 34 policiais militares treinados. O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, assinou na tarde desta terça-feira (8) o convênio de implantação do novo modelo de patrulhamento da Cidade Universitária.

 

 

 

 

O policiamento terá agentes com formação universitária e até 26 anos de idade, num perfil próximo ao dos estudantes. “O modelo é inovador e diferenciado”, destacou o secretário. O número de policiais militares será ampliado para 42 nas próximas semanas, quando termina a preparação dos agentes.

 

 

 

 

“Esse modelo vem sendo discutido desde janeiro com o reitor da USP, Marco Antonio Zago, em reuniões praticamente mensais. Será uma integração entre a polícia e a Guarda Universitária e já houve um mapeamento do campus”, afirmou Moraes.

 

 

 

A PM vai montar uma Base Comunitária de Segurança (BCS) fixa dentro da universidade. O secretário esclareceu que a nova forma de policiamento é baseada em um modelo japonês chamado Koban e teve adaptações para a realidade estudantil com o auxílio da Comissão de Diretos Humanos da USP.

 

 

 

 

Com o novo sistema de trabalho, a Polícia Militar e a Guarda Universitária vão definir medidas protetivas em conjunto, como regulamentar os horários de abertura e fechamento de portões, assim como em outras universidades estrangeiras.

 

 

 

Segundo Alexandre de Moraes, as instituições estão providenciando coletes diferenciados com a logomarca da PM e da universidade, para que os agentes sejam facilmente identificados por alunos, funcionários e visitantes.

 

 

 

A reitoria da USP e a Secretaria da Segurança também realizarão cursos de aperfeiçoamento para integrantes da Guarda Universitária, com conteúdo teórico e técnico, para aumentar a integração entre as instituições. As aulas serão ministradas por agentes das polícias Civil e Militar.

 

 

 

Conselho Comunitário de Segurança

 

 

 

O convênio prevê a criação do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) dentro da Cidade Universitária em até 30 dias. O grupo será formado por representantes das polícias Civil e Militar, professores, funcionários e alunos.

 

 

 

Serão feitas reuniões mensais, abertas a toda a comunidade acadêmica, para que haja maior interlocução entre as partes envolvidas, além da possibilidade de dialogar e aperfeiçoar a atuação no campus.

 

 

 

“A Polícia Militar vem aqui para garantir a segurança e não para restringir qualquer liberdade de expressão”, disse. Com os resultados desse modelo da Cidade Universitária poderá levar a outros campi e locais o policiamento comunitário.

 

 

 

O policiamento comunitário é um método utilizado pela Polícia Militar há 20 anos, com treinamentos feitos no Japão. Sua principal base é a proximidade entre a polícia e a comunidade local, o que no caso da USP possibilitará maior integração dos agentes de segurança com alunos, professores, funcionários e a polícia.

 

 

 
Fonte: Da Redação com informações provenientes de Agências e de Nathalia Manzaro e Rafael Iglesias da SSP/SP