Saúde – Vigilância Epidemiológica do MT investiga suspeitas de morte por leptospirose

Leptospirose - Imagem: Divulgação/SESA
Leptospirose – Imagem: Divulgação/SESA

Em Mato Grosso, a leptospirose pode ter causado a morte de dois adolescentes. Os casos ocorreram em Colniza, a mais de mil quilômetros da capital Cuiabá, já na divisa com Rondônia.

As vítimas, dois jovens, de 17 e 15 anos, estudavam na mesma escola. A primeira morte ocorreu dia 29 de março, a outra, nove dias depois.

Outro aluno, de 14 anos, também com suspeita de leptospirose, está internado e foi transferido para um hospital, em Cuiabá. Ele está sendo medicado e o quadro é estável.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Mato Grosso, Alessandra Moraes, amostras foram enviadas para análise no Rio de Janeiro. O resultado deve sair em maio.

Uma equipe da Secretaria de Saúde investiga a origem dos casos notificados. Segundo Alessandra Moraes ainda não é possível afirmar, por exemplo, que os adolescentes tenham sido infectados na escola.

A coordenadora destaca que os prontuários médicos de outros pacientes que tenham quadro clínico similar ao das vítimas também serão analisados.

A Secretaria de Saúde não informou o nome da escola. De acordo com Alessandra Moraes, se confirmados, os dois casos serão as primeiras mortes por leptospirose em Mato Grosso.

Os sintomas da leptospirose são febre, dor de cabeça e dor muscular, podendo evoluir para insuficiência renal aguda, hemorragia, até a morte.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2017 foram registrados 2.953 casos e 242 óbitos da doença no país.

A pasta reforça que a principal forma de prevenção é evitar o contato com água ou lama de enchente, que apresentem risco de contaminação por fezes e urina de roedores.

O Acre foi o estado da Amazônia com o maior número de notificações da doença: 240. Mato Grosso teve 13 notificações em 2017.

Fonte: Agência Brasil