Saúde: Santas Casas pedem melhores condições financeiras em ato público em frente ao Congresso Nacional

Santas Casas Brasileiras sofrem com as contas no vermelho
Santas Casas Brasileiras sofrem com as contas no vermelho

 

 

Representante das entidades afirmou que hospitais filantrópicos atendem a mais de 50% dos pacientes que procuram o SUS.

 

 

A Confederação das Santas Casas e Hospitais e Entidades Filantrópicas, a CMB, e suas federações estaduais realizaram ato público em frente ao Congresso Nacional para pedir melhores condições financeiras para as entidades filantrópicas. O movimento contou com o apoio da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas da Câmara.

 

 

 

Edson Rogatti, presidente da CMB, disse que os hospitais filantrópicos atendem a mais de 50% dos pacientes que procuram o SUS e que por isso o governo deveria dar mais atenção a essas instituições.

 

 

 

“Se nós somos parceiros teríamos que ter um atendimento diferente, mas infelizmente não temos. Nós precisamos receber aquilo que custa [atender a população] e é isso que queremos.”

 

 

 

Rogatti afirmou ainda que amanhã o movimento vai conversar com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, sobre o aumento do repasse para as entidades e sobre a dívida das instituições.

 

 

 

O presidente da Frente Parlamentar a Favor das Entidades Filantrópicas, deputado Antonio Brito, do PTB da Bahia, explicou que é necessário cerca de quatro bilhões a mais no orçamento da saúde. Segundo ele, a dívida das Santas Casas com bancos, fornecedores e impostos é de mais de quinze milhões.

 

 

 

“Precisamos melhorar também o financiamento com bancos para poder ter condição de ter financiamento subsidiado e a reabertura do Prosus, para toda dívida tributária das Santas Casas, porque os impostos acabam se atrasando. Sem isso, quem sofre é a população.”

 

 

 

Celso Zanuto, presidente da Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos, no interior de São Paulo, afirmou que há mais de dez anos não acontece reajuste na tabela do SUS e que por conta disso, mais de mil e setecentas instituições estão falidas e com dívidas, que se somadas, chegam a vinte bilhões.

 

 

 

“O governo tem que olhar com mais carinho para esse povo, para essas entidades, que fazem realmente filantropia no Brasil.”

 

 

 

No fim da tarde, deputados e representantes das entidades filantrópicas se reuniram no Auditório Nereu Ramos para discutir um financiamento por meio do BNDES para o setor e a necessidade de reabertura do Prosus.

 

 

 
Fonte: Da Redação com informações provenientes em Agências de Notícias e da Rádio Câmara Notícias