São Paulo – Política: Comissão de Meio Ambiente da Alesp debaterá estratégias para reduzir escassez de água em audiências públicas

Crise Hídrica
Comissão de Meio Ambiente da Alesp debaterá estratégias para reduzir escassez de água em audiências públicas

 

 

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesp aprovou na terça-feira (30/10) a realização de audiências públicas para discutir questões relacionadas ao manejo de mananciais aquáticos no estado.

 

 

 

Em busca de soluções comunitárias para a crise hídrica na região metropolitana da capital, os deputados decidiram realizar um encontro em 13/11. O presidente da comissão e autor do requerimento, deputado Roberto Tripoli (PV), propôs o convite à ambientalista indiana Minni Jain, diretora da ONG The Flow Partnership – ganhadora do prêmio Nobel da Água em 2015. “Na Índia há muita dificuldade para se consumir água potável, então acabam criando processos muito interessantes para isso. Além dela, outras organizações e técnicos do governo estarão presentes”, explicou.

 

 

 

 

Iniciada em 2014, a crise no abastecimento de água na grande São Paulo perdurou por dois anos até 2016. Os fatores que influenciaram a emergência foram os baixos níveis de chuva, um longo período de estiagem e a falta de expansão das represas que compõem o sistema Cantareira, enquanto a população aumentou.

 

 

 

 

Represa

 

 

 

 

Com uma área de 93.356,75 hectares, a represa Itupararanga é utilizada para geração de energia elétrica e para o abastecimento hídrico de casas de 800 mil pessoas, segundo a Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (Fundação Florestal), órgão da Secretaria do Meio Ambiente. Próxima à nascente do rio Sorocaba, o reservatório atende aos municípios de Alumínio, Cotia, Ibiúna, Mairinque, Piedade, São Roque, Vargem Grande Paulista e Votorantim.

 

 

 

 

De acordo com a ONG SOS Itupararanga, a região passa por uma crise diante dos baixos níveis da barragem e da poluição provocada pelo lançamento de esgoto e agrotóxicos nas águas. Desde 1998, a represa é considerada uma Área de Proteção Ambiental (APA) por servir de refúgio silvestre e manancial remanescente da Mata Atlântica.

 

 

 

 

“Acho que esse é o único reservatório próximo à capital que ainda possui água limpa. Agora existe a preocupação com a contaminação da água por esgoto domiciliar”, comentou Tripoli, autor do requerimento. A audiência ainda não tem data marcada.

 

 

 

 

Além do presidente, estiveram presentes no encontro os deputados Célia Leão e Roberto Massafera (ambos do PSDB), Davi Zaia (PPS), Ed Thomas (PSB), Luiz Turco e Marcos Martins (ambos do PT).

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da ALESP