São Paulo – Educação: Alunas da Etec Guaracy Silveira produzem móveis com resíduos industriais

A partir da esquerda, Camila Alves, Sthefani Rodrigues, Lais Nagaki e Karoline Barsante nos pufes do Studio Lobo Guará – Foto: Celina Germer

 

 

Quatro alunas do curso técnico de Design de Móveis da Escola Técnica Estadual (Etec) Guaracy Silveira, localizada no bairro de Pinheiros, na Capital, desenvolveram o projeto de uma startup para fabricar móveis e produtos de decoração a partir da reutilização de resíduos da indústria moveleira.

 

 

A ideia do Studio Lobo Guará surgiu durante o Desafio Mobiliza Breton, que propôs a dez grupos de estudantes pensarem formas criativas, sustentáveis e empreendedoras para dar novo destino às sobras de matérias-primas – como sucata de papelão, plástico, inox, alumínio, retalhos de tecido, espuma, entre outras – utilizadas na produção dos móveis e embalagens da empresa.

 

 

 

 

“Desperdício de materiais e redução de resíduos industriais deixaram de ser percebidos como questões exclusivamente ambientais”, afirma o coordenador do curso de Design de Móveis da Etec Guaracy Silveira, Luiz Lima. “Para serem mais competitivas nos mercados nos quais atuam, empresas têm dado cada vez mais importância a alternativas que reduzam o custo de produção e ao perfil do consumidor consciente, que prefere produtos e marcas que se mostrem responsáveis social e ambientalmente.”

 

 

 

Ideia premiada

 

 

 

Os principais produtos da empresa pensada por Camila Alves, Karoline Barsante, Lais Nagaki e Sthefani Rodrigues são pufes artesanais feitos de papelão, espuma e manta acrílica. Individuais ou para três pessoas, os móveis suportam de 95 a 120 quilos. A comercialização será feita por meio de vendas online e aluguel para eventos. As estudantes também produziram mantas decorativas e luminárias.

 

 

 

Vencedor da competição, o Studio Lobo Guará vai receber aporte de R$ 26 mil, um ano de fornecimento de material, seis meses de assessoria jurídica e contratos com empresas de pré-aceleração e aceleração de negócios.

 

 

 

 

“Além de utilizar os conhecimentos do curso, tivemos mentoria de diversos profissionais, como a Chiara Gadaleta, na parte de design, e o Léo Cherman, que nos deu uma aula sobre como montar nosso plano de negócios”, explica Camila. “A sintonia entre nós foi muito importante também porque precisávamos conciliar nossas ideias e outras atividades para que tudo desse certo num espaço de tempo curto, tivemos pouco mais de um mês para preparar tudo.”

 

 

 

 

Entre os três grupos finalistas do Desafio Breton, dois eram formados por estudantes do curso técnico de Design de Móveis da Etec. “O desafio se diferencia das atividades acadêmicas já que os estudantes são obrigados a pensar num projeto profissional com viabilidade de mercado”, explica Luiz Lima.

 

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da Assessoria de Comunicação do Centro Paula Souza