São Paulo – Apicultura: Saiba como e quais são as vantagens de ser apicultor legalizado no Estado de São Paulo

Saiba como e quais são as vantagens de ser apicultor legalizado no Estado de São Paulo

 

 

Apicultoras e apicultores do Estado de São Paulo que não têm o registro para trabalhar e comercializar produtos apícolas devem procurar a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, para se regularizar. Devem se dirigir ao Escritório de Defesa Agropecuária (EDA), mais próximo, (consulte aqui) para se cadastrar no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave), adquirindo permissões e auxílio dos técnicos.

 

 

 

A CDA é o órgão responsável pela sanidade animal e vegetal no Estado de São Paulo. Para isso, na apicultura, é realizado o cadastro de apiários, registro e fiscalização de estabelecimento de mel e derivados, controle de movimentação de rainhas e colmeias, que é feito através de emissão de Guia de transito de Animais (GTA) e fiscalizações, além de estabelecer medidas de prevenção e controle de pragas e doenças em apiários. “O cadastro dos apiários é necessário para que a Defesa Agropecuária seja mais precisa e efetiva, para tomar medidas para prevenção, controle ou erradicação de doenças e pragas”, contou Elio Noboru Savazaki, médico veterinário da CDA.

 

 

 

 

Para se cadastrar, é fácil. Primeiro, o produtor fará seu requerimento de ativação para acesso ao Gedave no EDA a qual pertence o município onde está localizado o apiário, onde o produtor se identificará com nome, RG, CPF, contatos (e-mail e telefone) e endereço. Também é preciso levar cópia dos documentos.

 

 

 

Logo após identificar o usuário, o solicitante informará a(s) propriedade(s) onde possui abelhas, sua localização e quantas colmeias são ao total.

 

 

 

Equipamentos de um apicultor

 

 

Ao iniciar um trabalho apícola é necessário ter uma boa estrutura, os equipamentos adequados são:

 

 

Caixa de cria: Local onde ficam as abelhas. É feita com uma caixa de abelhas com um suporte, uma placa inferior, um ninho, caixas menores chamadas de melgueiras e uma tampa.

 

 

Melgueira: Cortiço de favos do mel.

 

 

Colônias de abelhas: O foco maior do apicultor. A apicultura é feita com abelhas com ferrão (apis), sendo, no Brasil, as abelhas africanizadas as mais utilizadas.

 

 

Fumigador: É um equipamento que acalma as abelhas utilizando fumaça de origem vegetal.

 

 

Formão de apicultor: É usado para abrir o teto da colmeia, para o apicultor ver o nível de mel e analisar o estado de sua colmeia.

 

 

Vestimenta: Roupa do apicultor que é de extrema importância para sua proteção. Composta por uma máscara, um macacão, um par de luvas e um par de botas.

 

 

Centrífuga: É destinada para a extração do mel com maior facilidade.

 

 

Espanador: Utilizado para “espantar” as abelhas dos quadros da colmeia, para levar os quadros à centrifuga.

 

 

Faca de 35 cm: Importante para destampar alvéolos, liberando assim o mel colhido na centrifuga.

 

 

 

Legalizando a venda de mel e produtos apícolas

 

 

Já é apicultor registrado no Gedave e quer vender produtos apícolas?  É simples. Precisa estar ciente que o estabelecimento também deverá ser registrado junto ao Serviço de Inspeção de São Paulo (Sisp), responsável pela inspeção dos produtos de origem animal e que é permitido somente utilizar a própria matéria-prima para fabricação dos produtos. O local deve ser um apiário ou entreposto de mel e cera de abelhas, pois não é permitida a composição da mercadoria em residências. A produção é limitada por lei em três mil quilos de mel por ano.

 

 

O apicultor deve se dirigir ao EDA ao qual pertence o município onde será instalado o estabelecimento (https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/) para providenciar os documentos necessários para abertura de um processo de registro do estabelecimento. Cada produto também deve ter seu registro e seguir normas rígidas de fabricação e higiene que são periodicamente inspecionadas pelos órgãos oficiais, para não colocar em risco a saúde do consumidor.

 

 

 

Após a entrega dos documentos será agendada a primeira visita ao estabelecimento para criar o primeiro laudo de vistoria.

 

 

 

Após atender as exigências que darão garantias de higiene e sanidade dos produtos alí produzidos, o apicultor será autorizado a produzir seus próprios produtos artesanais para vendê-los, com selo de inspeção e registro na CDA. Pronto, está legalizado seu estabelecimento artesanal de mel e produtos apícolas.

 

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes  Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo