Dia do Combate à Poluição: Projetos na Alesp discutem o combate à poluição

Lixo internacional recolhido na praia do Marujá, no Parque Estadual da Ilha do Cardoso

 

Na atmosfera, na água, nas terras, sonora ou visual: a poluição está presente em todo o planeta. Para conscientizar a sociedade brasileira sobre o problema e as suas consequências, foi instituído no país o Dia do Combate à Poluição, celebrado neste 14 de agosto.

 

 

Segundo um relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada quatro crianças morre, por ano, devido a causas relacionadas à poluição. Isso equivale a 1,7 milhões de mortes de crianças com até 5 anos de idade em todo o mundo. Doenças como infecções respiratórias, diarreia e pneumonia seriam evitadas caso essas crianças tivessem condições básicas de saúde.

 

 

 

Tramita na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 699/2016, de autoria do deputado Cezinha de Madureira (DEM), propondo a proibição da queima de pneus ou objetos semelhantes a céu aberto. “As fumaças tóxicas oriundas da queima de pneus podem penetrar nos lençóis freáticos, minimizam a atuação do nosso sistema imunitário e o escorrimento dos derivados”, disse Madureira.

 

 

 

O deputado Hélio Nishimoto (PSDB) fez um projeto para instituir a Semana de Preservação e Conscientização Sobre os Malefícios do Gás Radônio (Projeto de Lei 820/2016). O Brasil possui a quinta maior reserva desse gás radioativo no mundo, que segundo a OMS é responsável por 10% dos casos de câncer no pulmão. “É uma das doenças que mais mata no mundo. Esse gás é liberado pelo solo nas regiões ricas em minério de urânio. Depois do fumo, sua inalação é a causa mais comum para o aparecimento do câncer no pulmão”, disse o deputado.

 

 

A poluição nas praias

 

 

Todos os anos o litoral vive sua época de alta temporada. O lixo deixado por turistas inclui desde embalagens plásticas, garrafas e lixo orgânico até fraldas descartáveis.

 

 

A bióloga Fátima Paes, que mora na cidade de Ilha Comprida, identifica outra forma de poluição nas praias. “Há também o que chega pela maré, um lixo que não é produzido localmente, mas é oriundo de embarcações, inclusive estrangeiras, que é descartado em alto mar”, disse.

 

 

Paes lembrou ainda que o maior ônus do lixo é pago pelos seres vivos daquele ambiente. “Mesmo recolhendo o material da praia, sobram outros resíduos – como bitucas de cigarro, lacres de embalagens, tampinhas plásticas -, que têm como destino o estômago de aves, tartarugas, peixes e mamíferos marinhos”, disse.

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da ALESP