Reforma da Previdência: Envelhecimento da população vai elevar deficit da Previdência, diz técnico da Fazenda

Previdência Social
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O envelhecimento da população deverá elevar de forma estrutural o deficit da Previdência do setor privado (RGPS). Se fosse aplicada em 2016 a mesma estrutura etária esperada para 2030, o deficit do sistema sería de quase R$ 344 bilhões, e não de R$ 149,7 bilhões, como foi verificado.

 

 

 

A afirmação é do coordenador-geral de Estatística, Demografia e Atuária do Ministério da Fazenda, Alexandre Zioli Fernandes, que neste momento debate na comissão especial da reforma da Previdência (PEC 287/16). “A pressão é estrutural. Não é conjuntural”, disse.

 

 

 

 

Segundo Fernandes, houve um aumento do estoque de benefícios concedidos nos últimos anos, o que elevou as despesas previdenciárias. O crescimento foi fruto, entre outros pontos, do aumento da formalidade do mercado de trabalho e da criação de novos benefícios para atender a população mais pobre.

 

 

 

 

Ele afirmou aos deputados que a tendência é de piora, já que o Brasil deve concluir nos próximos anos o período do chamado “bônus demográfico”, jargão para o crescimento do número de pessoas em idade ativa, aptas a trabalhar, do que crianças e idosos. Em breve, segundo ele, haverá mais idosos para serem sustentados pelo sistema previdenciário.

 

 

 

“Temos um problema e temos que enfrentá-lo”, afirmou o técnico do governo.

 

 

 

 

Fernandes afirmou também que se a reforma não for aprovada, o deficit previdenciário atingirá 11,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2060. Com a reforma, seria de 2,3% no mesmo ano.

 

 

 

 

Da Redação com informações da Agência Câmara Notícias