Política: Senado rejeita indicação do Diplomata Guilherme Patriota para representar o Brasil na OEA

Senado rejeita indicação do Diplomata Guilherme Patriota para representar o Brasil na OEA
Senado rejeita indicação do Diplomata Guilherme Patriota para representar o Brasil na OEA

 

 

O Senado rejeitou nesta terça-feira (2) a indicação de Guilherme de Aguiar Patriota para a Organização dos Estados Americanos (OEA). A indicação do diplomata recebeu 37 votos favoráveis e 38 contrários. A rejeição dividiu as opiniões dos senadores.

 

 

— É a primeira vez na história que um diplomata de carreira é rejeitado pelo Senado Federal. Eu acho lamentável — disse Lindbergh Farias (PT-RJ), que atribuiu a rejeição a disputas entre partidos.

 

 

 

 

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também lamentou a rejeição. Ele lembrou que a indicação não se deu por razões políticas e que Patriota é um diplomata de carreira.

 

 

 

— Eu lamento muito que tenhamos usado a soberania desta maneira, Considero que foi um equívoco — lamentou.

 

 

 

 

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), por sua vez, comemorou a rejeição. Para ele, o fato mostra que o Senado não existe apenas para dar uma chancela às decisões do Executivo. O senador elogiou o fato de a Casa ter despertado para a importância das sabatinas e afirmou que a rejeição se deu em razão das respostas do indicado na última semana na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

 

 

 

 

— A sabatina não é um mero ato protocolar, não é um rito de passagem, muito menos é uma ação entre amigos. A sabatina serve para que o sabatinado possa revelar à República a sua forma de pensar e nas respostas que foram dadas pelo sabatinado na última quinta-feira na comissão de Relações Exteriores ficou patente que ele poderia melhor representar a Venezuela que o Brasil — afirmou.

 

 

 

Para ele, o Senado apenas exerceu sua função de forma autônoma, independente e democrática. O papel do Senado também foi lembrado pelo presidente da Casa, Renan Calheiros.

 

 

 

— Se as aprovações fossem automáticas, nós não precisávamos fazer sabatina e apreciar no Plenário — lembrou.

 

 

 

 

Da Redação com informações da Agência Senado