Política: O senador Ronaldo Caiado criticou a presidente Dilma por MP que pune caminhoneiros

O senador Ronaldo Caiado criticou a presidente Dilma por MP que pune caminhoneiros - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O senador Ronaldo Caiado criticou a presidente Dilma por MP que pune caminhoneiros – Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

 

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) criticou, nesta quarta-feira (11), a presidente Dilma Rousseff pela edição da medida provisória (MP) 699/2015 para punir os caminhoneiros que há três dias bloqueiam as rodovias do país. Para ele, o governo “deu um tiro no pé” e a medida vai aumentar o apoio de outras categorias aos manifestantes.

 

A MP 699 aumenta o valor da multa para quem fizer bloqueio de R$ 1.915 para R$ 5.746. Os organizadores do movimento serão multados em R$ 19.154. Em caso de reincidência, os valores serão dobrados. O motorista ainda será proibido de receber incentivos e crédito para a compra de veículos por dez anos, terá a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por um ano e o veículo apreendido.

 

 

 

Caiado classificou a medida como “truculenta e desproporcional” e questionou o motivo de movimentos como o dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) não receberem o mesmo tipo de penalidade, uma vez que são acusados de saquear propriedades e destruir prédios públicos.

 

 

 

 

Os caminhoneiros querem aumento no valor do frete e protestam contra a alta dos impostos e do preço dos combustíveis. O governo entende que se trata de um movimento político e a presidente Dilma alegou prejuízos para a economia do país, como também chamou de “crime” o bloqueio de estradas.

 

 

 

O senador lembra que há oito meses os caminhoneiros fizeram as mesmas reivindicações e não foram atendidos. Agora, estão sem condições de trabalhar, nem de quitar a dívida contraída com a compra do caminhão. Caiado pediu a mobilização da outras categorias para apoiar o movimento.

 

 

 

— Eu tenho orgulho de falar em nome dos caminhoneiros. Em um futuro próximo o Brasil vai render homenagens a eles, porque não se acovardaram nesse momento de crise. Todos os setores da sociedade que estão sendo penalizados vão, sem dúvida, ter um gesto de solidariedade com esse segmento tão importante para o desenvolvimento do nosso país — afirmou.

 

 

 

 
Da Redação com informações da Agência Senado