Política: O presidente da Câmara dos Deputados diz que não houve manobra na votação da aposentadoria compulsória dos ministros do STF

Eduardo Cunha: se o Senado mudar o texto da terceirização, a última palavra será da Câmara, onde o projeto iniciou a tramitação. - Imagem: Laycer Tomaz - Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha

 

 

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse que não houve manobra para inversão de pauta durante a votação da Proposta de Emenda à Constituição 457/05, que aumenta de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU).

 

“Eu não inverti a pauta, a PEC já estava na pauta e tinha prioridade. Ela já estava em 2º turno de discussão e votação”. A PEC foi aprovada ontem.

 

 

Segundo Cunha, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), propôs que a PEC seja promulgada nesta quinta-feira (7), às 11h, pelas mesas da Câmara e do Senado.

 

 

Ajuste fiscal

 

Sobre a votação das Medidas Provisórias 664/14 e 665/14, que tratam do ajuste fiscal do governo federal, e ainda trancam a pauta do Plenário, Cunha reafirmou que sua função é colocar para votar e não discutir conteúdo.

 

 

“Eu não acho que o governo vai perder. O que pode acontecer é a mudança no conteúdo, que pode ser interpretada de outra forma”, afirmou Cunha.

 

 

O presidente comentou também sobre uma possível obstrução da votação dessas medidas: “Obstrução será difícil com a presença forte [dos parlamentares] no Plenário. Ninguém vai deixar de votar, caso contrário, ficará com falta”, concluiu.

 

 
Da Redação com informações da Agência Câmara Notícias