Política: Advogado de Eduardo Cunha questiona aceitação de novos documentos pelo Conselho de Ética

Eduardo Cunha defende que MP não seja votada pelo Senado para que expire a validadeFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Advogado de Eduardo Cunha questiona aceitação de novos documentos pelo Conselho de Ética

 

 

 

O advogado Marcelo Nobre, que defende o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, questionou há pouco os aditamentos apresentados pelo Psol e pela deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ) ao processo por quebra de decoro parlamentar contra Cunha.

 

 

 

De acordo com Nobre, trata-se de novas denúncias que não poderiam ser anexadas ao processo. “Direito de defesa não é manobra. Não é de Eduardo. É de todos, é de José, de Maria. Não podemos compactuar e aceitar que não seja dado o direito de defesa”, afirmou o advogado.

 

 

 

 

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) disse que a defesa utiliza argumentos protelatórios. Ele citou exemplos de outros processos contra parlamentares que tiveram celeridade na fase de admissibilidade: “No caso do ex-deputado Luis Argôlo, foram 19 dias; do ex-deputado André Vargas, 20; e com o Eduardo Cunha, mais de 90 dias, não úteis, para votar a continuidade do processo”.

 

 

 

Recurso ao Supremo

 

 

O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), informou que os advogados da Casa estão impedidos de entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar decisão do 1º vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou os atos relativos ao processo contra o presidente Eduardo Cunha no colegiado. Araújo questionou se teria que pagar um advogado particular por conta própria para recorrer ao STF.

 

 

 

 

Araújo reuniu-se hoje com integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e disse ter feito um apelo à entidade. “Pedi socorro à OAB. O que estamos passando nesta Casa é algo inusitado, que não pode acontecer. O presidente pode tudo. O presidente pode tudo e nós nada?” questionou Araújo.

 

 

 

 

 

Da Redação com informações da Agência Câmara Notícias