Nacional – Política: MST realiza Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária – 15 a 17/04/2019

MST realiza Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária – 15 a 17/04/2019 – Foto: Arquivo/Divulgação

 

 

O Movimento Sem Terra realiza nesta semana mais uma Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, sob o lema “Direitos camponeses já, com Reforma Agrária e Justiça Social”, entre os dias 15 e 17 de abril, e no âmbito internacional a construção da Jornada passa pela unidade da Cloc/Via Campesina, que afirma a Declaração de direitos dos camponeses como uma ferramenta de luta por dignidade no campo.

 

 

Ignorando e contrariando os governos de esquerda que teve o apoio do MST na última década e meia, o movimento  afirma que nos últimos  23 anos a fórmula perversa de apropriação e concentração de riqueza nas mãos de poucos e a socialização da miséria e desigualdade para uma infinita maioria só aumentou. Isso reflete uma política direcionada, que atinge frontalmente as populações historicamente expropriadas e excluídas de direitos.

 

 

 

Novamente em contradição o  MST acusa o atual governo de enterrar a política de Reforma Agrária que o país vinha desenvolvendo desde a redemocratização do país, a partir da década de 1980.

 

 

 

Marina dos Santos, da direção nacional do MST, ressalta que: “A suspensão da política de Reforma Agrária em todo país promovida pelo governo Bolsonaro, especialmente no tocante a arrecadação de terras para novos assentamentos, paralisa cerca de 250 processos de compra e desapropriação de novas áreas, atingindo diretamente as 150 mil famílias acampadas”.

 

 

 

O MST também fala que  o atual Governo estaria privilegiando grandes devedores do setor agropecuário, além da liberação discriminada de agrotóxicos e o enfraquecimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)

 

 

 

“O governo está acabando com a possibilidade de termos uma outra pauta da agricultura brasileira, pelo menos, diferente desse projeto que o agronegócio está realizando e que o governo investindo fortemente”, concluí a dirigente.

 

 

 

Durante as jornadas as ações do MST deverão se concentrar no acampamento da Juventude na Curva do S, sudoeste do Pará, local onde ocorreu o massacre de Eldorado do Carajás, além disso, serão realizadas campanhas de doação de alimentos, de produtos da Reforma Agrária nos municípios, que deverão contar com debates nas universidades e atividades de formação e informação com a população.

 

 

Da Redação com dados em informações vinculadas no site oficial do MST