Nacional: Dom Paulo Evaristo Arns está internado no Hospital Santa Catarina em São Paulo

 

 

 

O arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, de 93 anos, está internado desde ontem (1), no Hospital Santa Catarina, na avenida Paulista, na cidade de São Paulo. Ele sofreu um mal estar, na manhã de ontem (1), na casa onde vive, em Taboão da Serra, e foi hospitalizado para submeter-se a exames. O hospital ainda não divulgou boletim médico.

 

 

 

Em 2011, Dom Paulo ficou 14 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desse hospital em razão de um processo infeccioso na vesícula biliar. Natural de Forquilhinha , em Criciúma, em Santa Catarina, Dom Paulo é um dos religiosos brasileiros mais premiados por sua atuação voltada para a assistência a pessoas humildes. No período da ditadura militar, ele teve papel importante na ajuda a perseguidos políticos.

 

 

Saiba um pouco mais sobre Dom Paulo Evaristo Arns

 

 

 

Dom Paulo Evaristo Arns
Dom Paulo Evaristo Arns

Sua atuação pastoral foi voltada aos habitantes da periferia, aos trabalhadores, à formação de comunidades eclesiais de base nos bairros, principalmente os mais pobres, e à defesa e promoção dos direitos da pessoa humana.

 

 

 

Enquanto bispo auxiliar, trabalhou na Zona Norte paulistana, no bairro de Santana. Durante a ditadura militar, na década de 1970, notabilizou-se na luta pelo fim das torturas e restabelecimento da democracia no país, junto com o rabino Henry Sobel, abrindo uma ponte entre o judaísmo e igreja católica em solo paulista. No mesmo período, também foi um dos escritores do livro “Brasil nunca mais” e integrou o movimento “Tortura nunca mais”

 

 

 

Renovou o plano pastoral da Arquidiocese de São Paulo, criando novas regiões episcopais, criou quarenta e três novas paróquias. Em 1972 criou a Comissão Justiça e Paz, de São Paulo. Incentivou a Pastoral da Moradia e a Pastoral Operária.

 

 

 

 

Em 22 de maio de 1977 recebeu o título de “Doutor Honoris Causa” (juntamente com o presidente norte-americano Jimmy Carter) na Universidade de Notre Dame, Indiana, Estados Unidos. A distinção, concedida também ao Cardeal Kim da Coreia do Sul e ao Bispo Lamont da Rodésia, deveu-se ao seu empenho em prol dos direitos humanos.

 

 

 

 

Entre 1979 e 1985, coordenou com o Pastor Jaime Wright, de forma clandestina, o projeto Brasil: Nunca Mais. Este projeto tinha como objetivo evitar o possível desaparecimento de documentos durante o processo de redemocratização do país. O trabalho foi realizado em sigilo e o resultado foi a cópia de mais de um milhão de páginas de processos do Superior Tribunal Militar (STM). Contudo, este material foi microfilmado e remetido ao exterior diante do temor de uma apreensão do material. Em ato público realizado dia 14 de junho de 2011, foi anunciada a futura repatriação, digitalização e disponibilização para todos os brasileiros deste acervo.

 

 

 

 

Em 3 de junho de 1980 recebeu , em São Paulo o Papa João Paulo II. Em 30 de novembro de 1984 inaugurou a Biblioteca Dom José Gaspar.

 

 

 

 

Em 1985, com a ajuda de sua irmã, a pediatra Zilda Arns Neumann, implantou a Pastoral da Criança.

 

 

 

 

Em 1989 a Arquidiocese de São Paulo, por decisão do papa João Paulo II, teve seu território reduzido com a criação das novas dioceses: Osasco, Campo Limpo, São Miguel Paulista e Santo Amaro. Especula-se que esta redução do território da Diocese de São Paulo por parte do papa tenha a ver com as afinidades que D. Paulo tinha com a Teologia da Libertação, movimento católico de caráter esquerdista-socialista que pregava a igualdade e a opção social pelos pobres, em oposição a um certo conservadorismo do papa.

 

 

 

 

 

Em 1992, Dom Paulo criou o Vicariato Episcopal da Comunicação, com a finalidade de fazer a Igreja estar presente em todos os meios de comunicação. Em 22 de fevereiro de 1992 inaugurou uma nova residência destinada aos padres idosos, a Casa São Paulo, ano em que também criou a Pastoral dos Portadores de HIV. Em 1994 criou o Conselho Arquidiocesano de Leigos.

 

 

 

 

Em 1996, após completar 75 anos, apresentou renúncia ao papa, em função das normas eclesiásticas, renúncia esta que foi aceita. A partir de então, tornou-se arcebispo emérito de São Paulo e foi substituído por Dom Frei Cláudio Cardeal Hummes.

 

 

 

 

Recebeu o título de doutor honoris causa pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, em 1998.

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes de Agências de Notícias Nacionais, EBC e Wikipédia