Nacional: Casamento LGBT pode bater recorde mundial no Rio de Janeiro

 

Casamento coletivo homoafetivo no Rio recebe inscrições até 12 de julho Em dezembro de 2014, 160 casais LGBT realizaram a maior cerimônia coletiva homoafetiva do mundo, no Rio de Janeiro Flávia Villela/Agência Brasil
Casamento coletivo homoafetivo no Rio recebe inscrições até 12 de julho
Em dezembro de 2014, 160 casais LGBT realizaram a maior cerimônia coletiva homoafetiva do mundo, no Rio de Janeiro
Flávia Villela/Agência Brasil

 

 

 

As inscrições para o sexto Casamento Coletivo Homoafetivo no Rio de Janeiro, que ocorrerá em outubro estão abertas até 12 de julho. A expectativa da organização é reunir 200 casais no evento e quebrar o recorde mundial, estabelecido em dezembro do ano passado, quando 160 casais LGBTs disseram sim.

 

 

“Tem gente dizendo que vai chegar a 300, mas eu sou cauteloso e prefiro apostar em 200”, disse Cláudio Nascimento, coordenador do programa Rio Sem Homofobia, da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, que organiza o evento.

 

 

 

 

Etapas preparatórias

 

 

 

 

A inscrição dos 130 que já tinham manifestado interesse em participar, no entanto, ainda precisa ser confirmada e os casais que se inscreveram ainda vão passar por etapas preparatórias como aconselhamento dos direitos e deveres e escolha do modelo de partilha de bens. “Em geral, a nossa média é que 90% das pessoas que se inscreveram participam do processo até o fim”, disse o coordenador.

 

 

 

 

O prazo para a inscrição vai até 12 de julho, mas pode ser prorrogado e as instruções para dar entrada na documentação estão disponíveis na página da secretaria na internet, que organiza a cerimônia em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

 

 

 

 

Inclusão social

 

 

 

 

O coordenador do programa defende ainda que as cerimônias coletivas promovem inclusão social, por não custarem nada para casais de baixa renda ou renda comprometida por dívidas, e oferecem orientação jurídica gratuita. Foi o caso de Mara Vargas, de 31 anos, que se casou com Ana Paula Vargas, de 27 anos, depois de nove anos de namoro, sem gastar nada com documentação.

 

 

 

 

Segundo o programa Rio Sem Homofobia, o casamento dá maior segurança aos casais que a união estável porque eles não têm mais que comprovar seu estado civil com documentação extra, que pode ir desde o comprovante de residência até a decisão judicial que firmou a união, dependendo de quem questione a autenticidade, já que se trata de um acordo entre partes que não altera o estado civil.

 

 

 

 

Fonte: Da Redação com informações provenientes de Agências de Notícias e  da Agência Brasil