Justiça: Brasileiro foragido e condenado pelo Juiz Sérgio Moro no “Escândalo do Banestado” é preso na Alemanha.

Brasileiro foragido e condenado pelo Juiz Sérgio Moro no “Escândalo do Banestado” é preso na Alemanha.

 

O ex-gerente do Banestado Carlos Donizeti Spricido, de 60 anos, condenado em 2004 pelo Juiz Sérgio Moro foi detido na Alemanha, ele consta na lista de foragidos da Interpol há 12 anos.

 

 

 

 

Carlos Spricido foi detido na quinta-feira (26) da última semana no aeroporto de Munique, ele teve a entrada negada nos Estados Unidos e estava em trânsito de volta a Itália quando seu voo fez uma escala na cidade alemã, no momento da prisão ele usava um passaporte italiano, quando as autoridades notaram que seu nome constava na lista da Interpol.

 

 

 

 

 

Spricido ao ser abordado pela polícia alemã negou ser procurado pela interpol e disse que era um engano, alegando que tinha sido anistiado, mas os policiais não encontraram nada que provasse as alegações do brasileiro e o encaminharam para a Penitenciária de Stadelheim.

 

 

 

 

 

O ex-gerente do Banestado foi condenado a dez anos e seis meses de prisão por fraude e organização criminosa. Segundo a sentença de Moro, que à época comandava a 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, o ex-gerente foi apontado como “um dos principais responsáveis pela execução da fraude” no Banestado. Ele já era considerado foragido na época do julgamento.

 

 

 

 

Spricido foi condenado especificamente pela evasão de 2,4 bilhões de reais (em valores de 1997). “O dano provocado às divisas nacionais é irreparável”, escreveu Moro na sentença. “O propósito do crime parece ter sido apenas o desejo de locupletar-se ou de trazer benefícios de curto prazo ao Banestado em prejuízo do sistema financeiro nacional e de toda a coletividade.”

 

 

 

Ao longo do caso, entre 2003 e 2007, Moro condenou 97 pessoas e cruzou pela primeira vez com o doleiro Alberto Youssef, que acabou mais tarde se tornando uma das testemunhas-chave do escândalo da Petrobras. Também no Banestado, Moro fez uso da delação premiada – então um instrumento relativamente novo em casos de lavagem de dinheiro – para conseguir a colaboração de suspeitos, entre eles Youssef.