Internacional – Economia: Criadores de Gado Franceses colocam em dúvida a qualidade da Carne Brasileira com medo da concorrência.

Criadores de Gado Franceses colocam em dúvida a qualidade da Carne Brasileira com medo da concorrência.

 

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia tem seus opositores em cada um dos blocos, o foco de maior resistência por parte dos países europeus estão concentrados principalmente na frente verde, composta por agricultores, ONGs do meio ambiente e partidos ecológicos europeus, os quais acham o texto do acordo inaceitável.

 

 

 

Um dos grandes opositores do acordo é o sindicato agrícola francês – FNSEA, que é comandado por Christiane Lambert, que teme a concorrência e coloca em dúvida a qualidade da carne bovina que poderão ser exportadas para o Bloco, ela disse no twitter, um “acordo que expõe os agricultores europeus a uma concorrência desleal e os consumidores a uma enganação completa”.

 

 

 

Na verdade o que há é uma falta do poder de competitividade com produtores latino-americanos, que possuem extensas áreas de criação e custos relativamente mais baixos em relação aos produtores europeus, que possuem áreas geograficamente menores e climas não tão favoráveis a criação de gado, isto somando a crise que o setor passa principalmente na França, e a politização do assunto.

 

 

Para dar lastro e principalmente argumentos factíveis, sindicatos como Copa-Cogeca que representa o setor de carne bovina no continente, alegam a existência de riscos sanitários na carne brasileira, segundo eles, no Brasil “a rastreabilidade dos animais é quase inexistente”.

 

 

 

 

 

Procurando aliados em momentos adversos, o setor pecuarista europeu, se une e faz coro com ONGs e políticos ecologistas, e da esquerda que também atacam o acordo, principalmente devido à política ambiental do presidente Jair Bolsonaro. Segundo eles, o tratado comercial vai destruir “a Amazônia e a agricultura familiar europeia”. “Que vergonha a Comissão Europeia fazer um pacto com Jair Bolsonaro que é contra os democratas, a comunidade LGBT, as mulheres, a Amazônia, e homologou 239 agrotóxicos desde janeiro”, escreveu em twitter o eurodeputado ecologista francês, Yannick Jadot. Ele prometeu que o Partido Verde europeu fará tudo para bloquear o acordo.

 

 

 

 

O presidente francês Emmanuel Macron disse em Osaka, no Japão, onde participava da cúpula do G20, que o acordo comercial é bom, mas garantiu que vai ficar atento a sua aplicação. Para entrar em vigor, o texto tem que ser ratificado por todos os países da União Europeia e pelo parlamento europeu, uma etapa que já se anuncia tensa.

 

 

 

Rastreabilidade da Carne Bovina no Brasil – EMBRAPA

 

 

Desde a virada do século, a Embrapa trabalha com o tema “Conhecendo a carne que você consome”, coincidindo com a introdução do conceito “rastreabilidade” na bovinocultura brasileira. O objetivo é fazer com que a informação do processo produtivo chegue ao consumidor, para que ele seja capaz de identificar as diferenças no produto final e passe a valorizar aquele que mais lhe agrada.

 

 

Desde então, uma série de progressos técnico-científicos foram obtidos. Para as fazendas, estão disponíveis sistemas eletrônicos de identificação animal (bolus, brincos e bottons) e programas computacionais que registram o desempenho zootécnico e as ocorrências sanitárias ao longo da vida do animal. Para os frigoríficos, sistemas de leitura de dispositivos de identificação nos animais e geração de etiquetas para identificação das carcaças, que, posteriormente, podem ser lidas para gerar etiquetas para os cortes, contendo a conexão com as informações dos animais. Para os consumidores, o acesso às informações sobre a rastreabilidade do produto que ele quer adquirir poderá ser feito usando celulares. Algumas iniciativas comerciais já estão disponíveis e o consumidor já consegue saber a fazenda na qual o animal foi criado.

 

 

 

A rastreabilidade dentro das indústrias frigoríficas caminha a passos largos e começa a contribuir para a melhora da cadeia. Afinal, só se pode evoluir quando se conhece o produto gerado ao final do processo.

 

 

Da Redação com base em informações @FNSEA, @COPACOGECA, RFI, Embrapa.