Internacional: A presidente cassada Dilma Rousseff é eleita uma das mulheres do ano pelo “Financial Times”

A presidente cassada Dilma Rousseff é eleita uma das mulheres do ano pelo “Financial Times”

 

Dilma Rousseff foi escolhida pelo jornal britânico Financial Times uma das mulheres do ano, ao lado da primeira-ministra britânica, Theresa May, a ex-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton, a presidente sul-coreana Park Geun-hye, a parlamentar britânica Jo Cox, assassinada em junho, a cantora americana Beyoncé, entre outras.

 

 

 

A ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT), foi cassada pelo Senado no dia 31 de agosto, mas foram mantidos os seus direitos políticos.  O processo foi dividido em duas partes. Na primeira votação, os senadores decidiram, por 61 votos a favor e 20 contra, que Dilma cometeu crimes de responsabilidade, afastando-a definitivamente da Presidência.  O resultado da segunda  votação que decidiu pela manutenção de seus direitos políticos foi de 42 votos a favor da cassação e 36 contra, com três abstenções. Para que Dilma ficasse inelegível por oito anos, seria necessário que dois terços (54) dos senadores votassem pela inabilitação.

 

 

 
Joe Leahy, chefe da sucursal do FT no Brasil, relata que encontrou uma mulher “surpreendentemente relaxada” após “suportar um duro período de seis meses de julgamento político, que resultou em seu impeachment”

 

 

 
Dilma concedeu uma entrevista em um hotel em Porto Alegre, que foi publicada hoje (08) pelo Financial Times.

 

 

 

A ex-presidente falou de temas leves como sua nova paixão pelo ciclismo – “a melhor coisa que um ser humano pode fazer é pedalar”, mas não fugiu de temas polêmicos e criticou a PEC do teto de gastos públicos e o sexismo no mundo político.

 

 

 

 

“Quando você é uma mulher no poder, eles dizem que você é dura, fria e insensível, enquanto um homem na mesma posição é forte, firme e encantador”, disse a petista, brincando ter sido frustrante ser taxada como “ogra”, enquanto os homens na política brasileira “tinham cheiro de rosas”.

 

 

 

 
Leahy traça um perfil da ex-presidente Dilma, focando sua trajetória política “indo de um milagre econômico de mercado emergente a um desapontamento em poucos anos”. O artigo lembra da avaliação de seu governo de seis anos atrás “fazia inveja a qualquer líder mundial” até o momento de seu impeachment.

 

 

 

 
Da Redação com informações do Financial Times