Economia – IBGE: Inflação de 2015 estoura em 4,16% o teto da meta do Governo Federal e é a maior desde 2002.

Inflação
Inflação de 2015 estoura em 4,16% o teto da meta do Governo Federal e é a maior desde 2002.

 

 

Os dados relativos ao IPCA foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

 

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o último mês de 2015 com variação de 0,96%, resultado 0,05 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (1,01%).

 

PeríodoTAXA
DEZEMBRO 2015
0,96%
NOVEMBRO 2015
1,01%
DEZEMBRO 2014
0,78%
Acumulado no ano
10,67%

 

 

Com o número de dezembro, o IPCA de 2015 encerrou os 12 meses do ano com alta acumulada de 10,67%, resultado 4,16 ponto percentual acima do teto da meta inflacionária fixada pelo Banco Central, de 6,5%. A taxa de 2015 é a maior desde 2002, quando atingiu 12,53%.

 

 

 

 

Mesmo com a desaceleração de novembro para dezembro, a taxa do último mês de 2015 foi a mais alta para o mês de dezembro desde os 2,1% de dezembro de 2002. Em dezembro de 2014, ela chegou a 0,78%.

 

 

 

 

Em 2014, o IPCA fechou o ano em 6,41%, ficando abaixo do centro da meta fixada pelo Banco Central, de 6,5%. A inflação de 2014 já havia sido a mais alta desde 2011.

 

 

 
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os dois maiores resultados foram de Alimentação e Bebidas (1,50%) e Transportes (1,36%) que, juntos, responderam por 66% do IPCA do mês, já que a soma de suas contribuições gerou 0,63 p.p.

 

 

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
NovembroDezembroNovembroDezembro
Índice Geral
1,01
0,96
1,01
0,96
Alimentação e Bebidas
1,83
1,50
0,46
0,38
Habitação
0,76
0,49
0,12
0,08
Artigos de Residência
0,31
0,46
0,01
0,02
Vestuário
0,79
1,15
0,05
0,07
Transportes
1,08
1,36
0,20
0,25
Saúde e Cuidados Pessoais
0,64
0,70
0,07
0,08
Despesas Pessoais
0,52
0,57
0,05
0,06
Educação
0,22
0,22
0,01
0,01
Comunicação
1,03
0,43
0,04
0,01

 

O IPCA se refere à alta de preços que afeta famílias com rendimento entre 1 e 40 salários mínimos e abrange 11 das principais regiões metropolitanas do país (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília), além de Goiânia e Campo Grande.

 

RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação
Acumulada Ano(%)
Novembro
Dezembro
Fortaleza
3,49
1,27
1,45
11,43
Belém
4,65
1,25
1,39
9,93
Rio de Janeiro
12,06
1,24
1,24
10,52
Brasília
2,80
0,66
1,21
9,67
Curitiba
7,79
1,08
1,14
12,58
Recife
5,05
0,80
1,00
10,15
Vitória
1,78
0,81
1,00
9,45
Salvador
7,35
1,19
0,94
9,86
Campo Grande
1,51
1,29
0,91
9,96
São Paulo
30,67
0,88
0,84
11,11
Porto Alegre
8,40
1,03
0,82
11,22
Goiânia
3,59
1,44
0,80
11,10
Belo Horizonte
10,86
0,84
0,58
9,22
Brasil
100,00
1,01
0,96
10,67

 

 

Da Redação om informações do IBGE