Economia – FGV/Ibre: Sondagem FGV/IBRE revela as tendências do investimentos do 2º tri

Sondagem FGV/IBRE revela as tendências do investimentos do 2º tri
Sondagem FGV/IBRE revela as tendências do investimentos do 2º tri

 

 

 

A edição do 2º trimestre de 2015 da Sondagem de Investimentos da Fundação Getulio Vargas consultou as empresas brasileiras a respeito dos seguintes temas:

 

 

i) tendência do volume de investimentos produtivos nos 12 meses anteriores e seguintes à pesquisa;
ii) grau de certeza em relação aos planos de investimentos para os 12 meses seguintes; e
iii) principal motivação e fatores limitativos à realização de investimentos em 2015.

 

 

 

 

Neste relatório são analisados os resultados das enquetes realizadas nos setores da Indústria de Transformação, Serviços, Construção e Comércio. As informações estão organizadas por temas e, secundariamente, por setores produtivos.

 

 

 

A Sondagem de Investimentos é realizada com periodicidade trimestral na Indústria de Transformação e semestral nos demais setores. Ao todo, foram consultadas 729 empresas na Indústria, 1.521 no Setor de Serviços, 961 no Comércio e 554 na Construção, ao longo do bimestre abril-maio.

 

 

 

TENDÊNCIA DO VOLUME DE INVESTIMENTOS
(quesito trimestral na Indústria e semestral nos demais setores)

 

 

 

A Sondagem de Investimentos do segundo trimestre de 2015 capta os reflexos da piora acentuada do ambiente de negócios nos últimos meses tanto sobre as avaliações retrospectivas de realização de investimentos quanto em relação às projeções para os meses seguintes.

 

 

 

Indústria de Transformação

 

 

 

Na Indústria de Transformação, 24% das empresas afirmaram ter investido mais nos 12 meses anteriores e 35% terem investido menos. Esta é a segunda vez consecutiva em que a proporção de empresas reportando diminuição do volume de investimentos supera a das que informam aumento neste horizonte de tempo. No trimestre anterior, estes percentuais haviam sido de 27% e 29%, respectivamente.

 

 

 

Em relação aos próximos 12 meses, os resultados sinalizam continuidade da fase de desaceleração dos investimentos. Das 729 empresas consultadas, 18% preveem investir mais e 35% programam investir menos que nos 12 meses anteriores. No primeiro trimestre de 2015, estes percentuais haviam sido de 27% e 31%, respectivamente.

 

 

 

Em ambos os horizontes de tempos, os saldos de resposta são os menores desde o terceiro trimestre de 2012, quando se inicia a série deste quesito da pesquisa.

 

 

 

Demais setores

 

 

 

No setor de Serviços, houve piora análoga à observada na indústria entre o quarto trimestre de 2014 e o segundo trimestre de 2015, embora, neste segmento, os saldos de resposta continuem no terreno positivo. Considerando-se a evolução prevista para os próximos 12 meses, 23% das empresas preveem investir mais e 17% programam investir menos. Em outubro-novembro de 2014, estes percentuais haviam sido de 34% e 10%, respectivamente.

 

 

 

O Comércio obteve resultado análogo ao do setor de Serviços, com saldos um pouco superiores: 27% das empresas preveem investir mais e 15% menos que nos 12 meses anteriores. Em 2014, as empresas indicaram 44% e 10%, respectivamente.

 

 

 

O pior resultado setorial foi observado na Construção, com números negativos nos dois horizontes de tempo. Em relação aos 12 meses anteriores, 14% das empresas informaram ter investido mais e 39%, menos, um saldo de -25 pontos percentuais. No quarto trimestre de 2014, essa diferença havia sido de -3 pontos percentuais. Em relação aos próximos 12 meses, 15% preveem investir mais e 31% menos que nos 12 meses anteriores.

 

 

 

 
Fonte: Da Redação com informações provenientes de Agências Nacionais e do Portal Brasil, com informações da FGV/IBRE