Economia: China assina acordo que poderá trazer investimentos de US$ 50 bilhões para o Brasil

 Presidenta Dilma Rousseff e o Primeiro-Ministro da República Popular da China, Li Keqiang durante declaração à imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
Presidenta Dilma Rousseff e o Primeiro-Ministro da República Popular da China, Li Keqiang durante declaração à imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

 

 

 

 

 

A presidenta Dilma Rousseff destacou, nesta terça-feira (19), que a assinatura do Plano de Ação Conjunta (PAC) 2015-2021 entre Brasil e China inaugura uma etapa superior no relacionamento entre os dois países. O acordo foi firmado com o primeiro-ministro da República Popular da China, Li Keqiang.

 

O PAC é considerado o documento básico que guiará as relações sino-brasileiras nos próximos seis anos. Segundo Dilma, o novo PAC terá objetivos claros, metas definidas e concretas e sua importância está expressa “nos múltiplos acordos governamentais e empresariais firmados hoje, em especial nas áreas de investimentos e comércio. Teremos a oportunidade de dialogar com o empresariado dos dois países sobre o importante papel que exercem nesse processo de aproximação”, garantiu.

 

 

 

Ela acrescentou que o Brasil atribui grande importância à assinatura do Acordo sobre Investimentos e Capacidade Produtiva, assinado entre o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, “que reúne iniciativas em curso e abre novas oportunidades nas áreas de energia elétrica, mineração, infraestrutura e manufaturas, totaliza mais de US$ 53 bilhões”.

 

 

 

Acordo com a Caixa prevê fundo de US$ 50 bilhões

 

 

Outro acordo de grande relevância e que reafirma a importância das relações financeiras entre Brasil e China foi firmado entre a Caixa Econômica e o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), que criará um fundo de US$ 50 bilhões, fortalecendo as opções para financiamento de projetos de infraestrutura no Brasil.

 

 

 

Há ainda a proposta chinesa de criação de um Fundo Bilateral de Cooperação Produtiva, com recursos entre US$ 20 a US$ 30 bilhões do governo da China, “voltado prioritariamente para investimentos nas áreas de siderurgia, cimento, vidro, material de construção, equipamentos e manufaturas. A parte brasileira irá também participará deste fundo com recursos”, explicou Dilma Rousseff.

 

 

 

Comércio bilateral

 

 

A presidenta lembrou que o comércio bilateral é também um aspecto central do relacionamento Brasil-China e totalizou quase US$ 80 bilhões em 2014. “A China é o primeiro parceiro comercial do Brasil e com vistas a intensificar nosso intercâmbio, aprovamos várias medidas importantes. Hoje estão sendo assinadas novas parcerias de comércio e investimentos produtivos. Ressalto as seguintes setores: financeiro, automotivo, telecomunicações, energia, siderurgia, indústria de alimentos, mineração, gás e petróleo”.

 

 

 

Protocolo sanitário facilitará exportações de carne

 

 

 

A assinatura do Protocolo Sanitário, por exemplo, criará um marco jurídico necessário para a retomada das exportações de carne bovina para a China, de forma sustentável, que será implementada imediatamente com a habilitação, feita pela China, dos primeiros oito estabelecimentos exportadores brasileiros.

 

 

 

“Nosso pujante setor agropecuário tem condições de contribuir muito mais para a segurança alimentar dos chineses. Reiterei ao primeiro-ministro nosso interesse em tornar efetivo e mais ágil o processo de habilitação de novos estabelecimentos brasileiros produtores de carne bovina, suína e de aves. Este é um tema de especial importância para as relações entre o Brasil e a China”, salientou a presidenta.

 

 

 

O comércio de minérios também será beneficiado pela parceria entre a empresa siderúrgica Vale com empresas e instituições financeiras chinesas. “A aquisição de navios e os contratos de frete fortalecerão a logística de transporte marítimo e tornarão o produto brasileiro ainda mais competitivo”, afirmou.

 

 

 

Produtos manufaturados

 

 

Dilma Rousseff destacou também a importância de diversificar o leque das exportações brasileiras para a China, ampliando a participação de produtos de maior valor agregado. Como exemplo, ela citou a entrega do primeiro lote de 22 aeronaves, dentre as 60 vendidas pela Embraer para a Tianjin Airlines e a ICBC Leasing. “É um importante marco nessa direção”, frisou.

 

 

 

Brasil e China vão desenvolver satélite de sensoriamento remoto

 

 

As parcerias coma a China avançaram também no campo da educação, da tecnologia e da inovação. “Com o lançamento, em dezembro último, do satélite CBERS 4, a China e o Brasil consolidaram uma iniciativa emblemática no mundo em desenvolvimento, que contribui na fiscalização e desmatamento da Amazônia. Além disso, os serviços de imagens territoriais geradas pelo satélite contribui muito para os países africanos”, ressaltou Dilma.

 

 

 

Segundo a presidenta, os dois países devem iniciar o projeto para desenvolver um satélite de sensoriamento remoto. “O satélite permitirá ao setor espacial brasileiro dar um importante salto tecnológico”, informou a presidenta. Ela agradeceu também a parceria chinesa no programa Ciência Sem Fronteira, que hoje acolhe centenas de estudantes e pesquisadores. “Agradeço também as empresas chinesas, como a Huawei, também estão participando desse esforço e aprimoram parcerias com a Capes”, finalizou.

 

 

 

 

Da Redação com informações do Blog do Planalto