Dia Internacional da Mulher 2017: O alto comissário de direitos humanos da ONU afirma que muitas conquistas registradas pelas mulheres ao longo de décadas estão sob ataque

O alto comissário de direitos humanos da ONU afirma que muitas conquistas registradas pelas mulheres ao longo de décadas estão sob ataque – Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

 

 

 


Alto comissário de direitos humanos da ONU ressalta grandes mudanças, mas diz que em muitos países existem contra-ataques aos direitos das mulheres.

 

 

 

 

Às vésperas de o mundo marcar o Dia Internacional da Mulher, o alto comissário de direitos humanos da ONU afirma que muitas conquistas registradas ao longo de décadas estão sob ataque.

 

 

 

 

 

Em mensagem, Zeid Al Hussein afirmou que o movimento feminista alcançou grandes mudanças, mas os avanços têm sido lentos e “extremamente desiguais”.

 

 

 

 

Direitos produtivos

 

 

 

 

Para o alto comissário, o mundo precisa permanecer em alerta e não se acomodar com o progresso alcançado. Ele citou, por exemplo, o retrocesso em alguns países de legislações sobre direitos reprodutivos, que visam limitar as decisões das mulheres sobre seus corpos e suas vidas.

 

 

 

 

 
Zeid Al Hussein falou sobre o caso do Burundi. Ali uma lei sobre a violência a mulheres culpa as vítimas das agressões por “conduta imoral ou vestimenta indecente”. Ainda que a mesma legislação penalize o estupro no matrimônio.
Um outro exemplo de ataques aos direitos da mulher foi a lei adotada pelo Parlamento de Bangladesh, na semana passada, que aprova o casamento precoce. De acordo com a medida, meninas menores de 18 anos podem casar-se em “circunstâncias especiais”.

 

 

 

 
Resistência

 

 

 

 

O alto comissário da ONU citou a descriminalização da violência doméstica na Rússia, e a resistência em países centro-americanos e caribenhos como El Salvador e República Dominicana à realização de direitos sexuais e reprodutivos.

 

 

 

Zeid afirmou que em todos os retrocessos, são as meninas e mulheres que pagam o preço mais alto além de sofrerem com a marginalização.

 

 

 

 

 

O alto comissário pediu também a atuação da sociedade na defesa do direito das mulheres e lembrou de movimentos como o Nem Uma a Mais que ocorrem da Argentina ao México contra o feminicídio.

 

 

 

 

Zeid Al Hussein também ressaltou o ativismo na Arábia Saudita para pedir a abolição de uma lei que requer que as mulheres sejam acompanhadas de um tutor do sexo masculino ao saírem de casa.

 

 

 

 

 
Da Redação com informações provenientes da Rádio ONU em Nova York