Dengue: Governo de Santa Catarina atualiza os dados sobre a Dengue

Fiocruz investe em ações preventivas para a dengue
Dengue

 

 

A partir desta terça-feira, 28, o boletim sobre a situação da dengue em Santa Catarina terá como base de dados o SINAN online, em substituição à informação obtida pela entrada de amostras no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Como consequência, haverá uma diferença no número de casos de dengue, uma vez que o sistema, alimentado pelos municípios, permite a inclusão da notificação num prazo de 7 dias e de encerramento do caso num prazo de 60 dias.

 

De 1º de janeiro a 27 de abril de 2015 foram confirmados 1.244 casos de dengue em Santa Catarina. Deste total, 1.116 são autóctones (transmissão dentro do Estado), 80 importados (transmissão fora do Estado) e 48 casos em investigação para definir o local de transmissão. Outros 2.711 casos foram descartados por apresentarem resultado laboratorial negativo para dengue. Há ainda 1.098 casos notificados, mas ainda não investigados.

 

 

Dos casos autóctones confirmados, 1.099 tiveram como local de transmissão Itajaí, 12 Chapecó, 4 Itapema e 1 Joinville. Itajaí vive uma situação de epidemia, com uma taxa de incidência (total de casos novos na população) de 545 casos por 100 mil habitantes.

 

 

 

Em Santa Catarina, até o momento, foram identificados 4.200 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença em 93 municípios catarinenses. Os municípios de Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Coronel Freitas, Guarujá do Sul, Guatambu, Itajaí, Itapema, Joinville, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, São Miguel do Oeste, Serra Alta, Xanxerê e Xaxim são considerados infestados pelo mosquito, definição realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

 

 

 

Dengue

 

 

 

É uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus. É transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Os sintomas da dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor retro-orbital (atrás dos olhos), e manchas vermelhas na pele.

 

 

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias numa cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da dengue e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

 

 

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

 

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo
  • Mantenha lixeiras tampadas
  • Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem nenhuma abertura, principalmente as caixas d’água
  • Plantas como Bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana
  • Retire a água acumulada em lajes
  • Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados
  • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário
  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue.
  • Informações adicionais para a imprensa

 

Da Redação com informações do Governo de Santa Catarina