Crise Hídrica: Governo Federal e Estado de São Paulo assinam contrato de R$ 830,5 milhões para obra que vai interligar as represas Jaguari e Atibainha

Presidenta Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin durante assinatura de contrato de financiamento, entre BNDES e a SABESP, para obras de interligação das Represas do Jaguari e Atibainha no Estado de São Paulo. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Presidenta Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin durante assinatura de contrato de financiamento, entre BNDES e a SABESP, para obras de interligação das Represas do Jaguari e Atibainha no Estado de São Paulo. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 

 

O governador Geraldo Alckmin e a presidenta Dilma Rousseff assinaram nesta quinta-feira, 25, em Brasília, financiamento do BNDES para mais uma obra que garantirá a continuidade do abastecimento de água durante a crise hídrica. A interligação entre as represas Jaguari (bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (bacia do Sistema Cantareira) terá investimentos totais de R$ 830,5 milhões e está inserida no programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O financiamento com o BNDES é de R$ 747 milhões, dos quais R$ 83 milhões de contrapartida da Sabesp, órgão responsável pela obra.

 

 

 

“Nós vamos fazer uma grande obra, dobra a capacidade de reservação dos dois sistemas, passa de 1 bilhão para 2,1 bilhões de metros cúbicos por segundo. Diminui vulnerabilidade, quando chove, chove demais, quando faz seca, faz seca demais, com essas mudanças climáticas que, tudo indica, vieram pra ficar. Então à medida que aumentamos a reservação, quando chover guarda, quando precisar, usa. E os dois reservatórios integrados é mão dupla. São 19 km, 13 de adutoras e seis em túneis. Uma obra estruturante prevista para 2017”, disse Alckmin.

 

 

 

 

 
A fase de pré-qualificação das empresas foi finalizada e a licitação eletrônica está marcada para o dia 29 de junho. Entre maio e junho, foram realizadas audiências públicas nas cidades de Santa Isabel, Igaratá, Nazaré Paulista e São José dos Campos, locais por onde passam as obras. Os encontros reuniram moradores e representantes da Sabesp, prefeitura e do Conselho Estadual do Meio Ambiente. O resultado das audiências está em avaliação pela Cetesb e, após processo, será emitida a Licença Prévia do empreendimento.

 

 

 

 
Entenda mais a obra

 

 

 

 
A obra estruturante permitirá a captação de água na represa Jaguari e a transferência para a represa Atibainha. Com vazão média prevista de 5.130 litros por segundo e a máxima de 8.500 litros por segundo, o sistema também permitirá a transferência de água no sentido contrário, da represa Atibainha para a Jaguari. A transferência estará pronta para funcionar em 18 meses, após assinatura de contrato, no sentido da Jaguari para a Atibainha, reforçando o Sistema Cantareira.

 

 

 

 
A represa Jaguari de Igaratá tem capacidade para 1,2 bilhão de metros cúbicos de água. Sozinha ela armazena 20% mais água do que o volume útil dos quatro reservatórios do Cantareira. A Jaguari alimenta o rio Paraíba do Sul, situação que não será afetada pela nova obra. A novidade é que a represa poderá também receber ou enviar água para o Sistema Cantareira.

 

 

 
Novos reservatórios em Campinas

 

 

 
O governador pediu também para a presidenta da república a inclusão, no financiamento do PAC, da construção de dois reservatórios na região de Campinas, que permitirão a reservação de 67,4 milhões de m3 de água.

 

 

 

 
“Durante a audiência com a presidenta, pedimos para ser incluído no PAC a obra de dois grandes reservatórios, um no Rio Jaguari, em Pedreira, e outro no rio Camanducaia, em Amparo. Deveremos entregar no Ministério das Cidades nos próximos dias o projeto executivo e, em seguida, o licenciamento ambiental”, anunciou Geraldo Alckmin.

 

 

 

 
De acordo com o projeto, o reservatório Pedreira, no rio Jaguari, ocupará uma área de 4,35 km2, nas cidades de Pedreira e Campinas, a capacidade será de 26,3 milhões de m3 de água, com vazão estimada em 8,2 m3/s. O reservatório Duas Pontes, no rio Camanducaia, utilizará 7,6 km2 de área na região de Amparo, terá capacidade de 41,1 milhões de m3 de água e a mesma vazão estimada do primeiro reservatório, 8,2 m3/s.

 

 

 

 

 

Fonte: Da Redação com informações provenientes de Agências de Notícias do gov. SP e blog do Planalto