CPI da Petrobras: Eduardo Hermelino Leite disse que a Camargo Corrêa pagou R$ 110 milhões em propina e que PT recebeu dinheiro pago a Renato Duque

Eduardo Hermelino Leite
Eduardo Hermelino Leite

 

 

O executivo Eduardo Hermelino Leite confirmou à CPI da Petrobras que a construtora Camargo Côrrea pagou R$ 110 milhões em propina para os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (R$ 47 milhões) e Renato Duque (R$ 63 milhões).

 

 

A informação já havia sido dada à CPI pelo presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini.

 

 

 

Segundo Leite, que é ex-vice-presidente da construtora, a empresa tinha uma planilha com informações sobre o pagamento de propina. “Então havia uma contabilidade?”, perguntou o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). “Sim”, respondeu Leite.

 

 

 

“Porque o Renato Duque recebia mais que o Paulo Roberto Costa?”, quis saber o deputado. “Porque os contratos da diretoria de Serviço eram de valores muito maiores”, respondeu o executivo.

 

 

 

Ao ser questionado pelo deputado Efraim Filho (DEM-PB), Leite apontou três ocasiões em que o PT foi o beneficiário final do pagamento. A primeira foi uma reunião na casa do lobista Júlio Camargo, apontado por ele como operador do PT, ligado a Duque. “Eu estava lá, assim como Pedro Barusco [ex-gerente de Tecnologia da Petrobras], que listou os débitos [em propina] da Camargo e disse que tinham que prestar contas disso ao PT”, disse Leite.

 

 

 

O executivo contou ainda que Renato Duque cobrou propinas atrasadas da Camargo Corrêa mesmo depois de ter deixado o cargo de diretor da Petrobras. “Ele me procurou depois de sair da diretoria para pedir que o pagamento atrasado fosse feito para uma empresa de consultoria que ele havia acabado de abrir”, disse. “Mas ele disse que o pagamento era para o PT?”, perguntou Efraim. “Isso sempre foi conversado”.

 

 

 
Leite continua depondo no plenário 12.

 

 

 
Da Redação com informações provenientes da Agência Câmara Notícias