Brasil – Paraná: Lava Jato aprofunda investigação sobre corrupção na concessão de rodovias no Paraná

Operação Lava Jato

 

 

O primo do ex-governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB, Luiz Abi Antoun, e mais 18 pessoas foram alvos da nova fase da Operação Lava Jato, chamada de Integração II.

 

 

A etapa de número 55 investiga casos de corrupção ligados à concessão de rodovias federais no Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.

 

 

 

 

O esquema de pagamento de propina teria começado em 1999. Ao todo, são cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, 3 de prisão preventiva e 16 de prisão temporária.

 

 

 

 

A Operação é realizada no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. Além dos intermediadores e agentes públicos, são alvos das medidas as seis concessionárias que administram o Anel de Integração do Paraná: Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná.

 

 

 

De acordo com o procurador Diogo Castor, o governo estadual firmou aditivos nos contratos, o que reduziu os investimentos e aumentou as tarifas para os usuários. Além disso, havia esquema de pagamento de propinas. Segundo o procurador, Luiz Abi agia como intermediário de Beto Richa.

 

 

 

 

Durante as investigações, foram identificados quatro núcleos: político, técnico, empresarial e de operadores financeiros. O primeiro era composto por altas autoridades do governo do Paraná.

 

 

 

O grupo técnico era formado por agentes públicos ligados às empresas contratadas e seria o responsável por fazer planilhas e fiscalizar as obras para receber a propina.

 

 

 

Já o empresarial era composto por funcionários, diretores e presidentes das concessionárias. E o núcleo dos operadores financeiros era integrado por pessoas ligadas aos empresários, que agiam para movimentar os valores em espécie.

 

 

 

Os investigados vão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

 

 

Procuramos as defesas dos investigados. Os advogados de Luiz Abi informaram que não vão se manifestar porque não tiveram acesso ao processo.

 

 

 

A defesa de Beto Richa negou que ele tenha envolvimento em desvios e disse que o ex-governador é o maior interessado nas investigações.

 

 

 

 

Em nota, a CCR, responsável pela Rodonorte, informou que colabora com as investigações e afirma que instituiu, em fevereiro, um comitê independente para investigar o caso.

 

 

 

 

A Viapar disse que cumpriu as regras legais e está comprometida em atender ao contrato da concessão de forma ética e transparente.

 

 

 

 

A Caminhos do Paraná lamentou a prisão de um dos executivos da empresa, classificou a medida como desnecessária e afirmou que jamais negou colaboração.

 

 

 

A Ecovia e a Ecocataratas informaram que colaboram com as autoridades.

 

 

 

 

Da Redação com informações da Radio Agencia Nacional