Brasil – Meio Ambiente: Dia Nacional da Mata Atlântica é comemorado nesta segunda-feira – 27/05/2019

Dia Nacional da Mata Atlântica é comemorado nesta segunda-feira – 27/05/2019 – Foto: Litoral Angra dos Reis/Pixabay

 

 

 

A Mata Atlântica é um ambiente orgânico, vivo e responsável pela flora e falta de grande parte da biodiversidade brasileira. Comemorar uma data é reforçar o nossos compromisso com a preservação, pesquisa e sustentabilidade das nossas florestas.

 

A Mata Atlântica é uma das florestas mais ricas em diversidade de espécies e ameaçadas do planeta. O bioma abrange área de cerca de 15% do total do território brasileiro, o que inclui 17 Estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe), dos quais 14 são costeiros. Hoje, restam apenas 12,4% da floresta que existia originalmente e, desses remanescentes, 80% estão em áreas privadas.

 

 

 

Ela é a casa da maioria dos brasileiros, abriga cerca de 72% da população, sete das nove maiores bacias hidrográficas do país e três dos maiores centros urbanos do continente sul americano. E a floresta possibilita atividades essenciais para a nossa economia – como a agricultura, a pesca, a geração de energia, o turismo e o lazer.

 

 

 

Esse foi o primeiro bioma brasileiro a ser assegurado por lei (Lei da Mata Atlântica 11.428/2006, principal instrumento de proteção do bioma).
No Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações temos o Instituto Nacional da Mata Atlântica ( INMA @inma.st.oficial ) que foi criado em 5 de fevereiro de 2014 pela Lei 12.954, que transferiu, o antigo Museu de Biologia Prof. Mello Leitão da estrutura do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM para a estrutura básica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e alterou a sua denominação para Instituto Nacional da Mata Atlântica.

 

 

 

A Fundação SOS Mata Atlântica participou ativamente da criação e mobilização para a aprovação dessa lei, que é aplicada localmente por meio do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA). E monitora o bioma com o objetivo de coibir o desmatamento ilegal e contribuir para a aplicação da lei.

 

 

 

O desmatamento da Mata Atlântica entre 2017 e 2018 caiu 9,3% em relação ao período anterior (2016-2017), que por sua vez já tinha sido o menor desmatamento registrado pela série histórica do Atlas da Mata Atlântica, iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora o bioma desde 1985. O estudo tem patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da Arcplan.

 

 

 

O relatório aponta que no último ano foram destruídos 11.399 hectares (ha), ou 113 Km², de áreas de Mata Atlântica acima de 3 hectares nos 17 estados do bioma. No ano anterior, o desmatamento tinha sido de 12.562 hectares (125 Km²).

 

 

 

Quem ainda desmata

 

 

 

Apesar dos resultados positivos desta edição do Atlas da Mata Atlântica, cinco estados ainda mantém índices inaceitáveis de desmatamento: Minas Gerais (3.379 ha), Paraná (2.049 ha), Piauí (2.100 ha), Bahia (1.985 ha) e Santa Catarina (905 ha).

 

 

 

Para o diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, é preciso ficar atento às mudanças propostas pelo atual governo federal que podem reverter as conquistas alcançadas até aqui. “Não podemos permitir o enfraquecimento da gestão ambiental e nenhuma tentativa de flexibilização da legislação” enfatiza.

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Fundação SOS Mata Atlântica