Brasil – Eleições 2018: Henrique Meirelles deixará o Ministério da Fazenda para concorrer nas Eleições 2018.

Henrique Meirelles anuncia em coletiva que deixa o Ministério da Fazenda (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou, há pouco, que está deixando a pasta para disputar as eleições de outubro. Filiado ao MDB no início desta semana, ele não informou a qual cargo pretende concorrer.Como o prazo para desincompatilibilização de candidatos às eleições deste ano termina hoje (6), seis meses antes do primeiro turno, a exoneração de Meirelles será publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União nas próximas horas.

 

 

 

“Hoje, encerro um ciclo muito importante da minha vida. Sempre me coloquei a serviço do Brasil, independentemente do partido no governo. Tive o prazer de ajudar o país a sair de crises econômicas sérias em dois momentos”, declarou Meirelles.

 

 

 

 

O ministro defendeu o seu legado, afirmando que, ao assumir, em 2016, encontrou desemprego, aumento da pobreza e diminuição da renda. “Tivemos a coragem de submeter o Brasil às decisões econômicas corretas. Hoje, a inflação está nos níveis mais baixos da história, a recessão foi superada e começamos a criar empregos”, acrescentou.

 

 

 

O secretário executivo da pasta, Eduardo Guardia, assume o comando da Fazenda. Segundo Meirelles, Guardia tem o aval do presidente Michel Temer para continuar o trabalho de ajuste fiscal e de recuperação da economia.

 

 

 

Presidente do Banco Central de 2003 a 2010, Meirelles assumiu o Ministério da Fazenda em maio de 2016, assim que o presidente Michel Temer chegou ao Palácio do Planalto. No comando da área econômica, o ministro conseguiu a aprovação do teto federal de gastos e participou da elaboração e das negociações para a aprovação da reforma trabalhista. Durante a gestão, Meirelles também anunciou o aumento de tributos sobre combustíveis, na tentativa de reequilibrar as contas públicas.

 

 

 

 

Meirelles, no entanto, teve derrotas, como o adiamento da votação da reforma da Previdência. O Congresso também não votou as medidas de ajuste fiscal propostas no fim do ano passado, como a reversão da desoneração da folha de pagamentos e a medida provisória que antecipa a cobrança de Imposto de Renda para os fundos exclusivos de investimento. Outra derrota do ministro foi a derrubada, por meio de liminar do Supremo Tribunal Federal, da medida provisória que adiava, por um ano, o reajuste aos servidores federais.

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da Agência Brasil