Brasil – Economia: Relatórios do Banco Mundial discutem caminhos para a criação de empregos de qualidade e o crescimento econômico sustentável no Brasil.

Banco Mundial foca em emprego e crescimento no Brasil – Foto: Agência Brasil

 

Dois relatórios lançados pelo Banco Mundial nesta quarta-feira, em Brasília, discutem caminhos para a criação de empregos de qualidade e o crescimento econômico sustentável no Brasil.

 

 

 

O primeiro deles tem foco na produtividade brasileira, que caiu 1% entre 1996 e 2015. Segundo o estudo, melhorá-la não significa fazer as pessoas trabalharem mais horas, mas aumentar a eficiência no uso dos recursos do país.

 

 

 

Barreiras

 

 

 

Para isso, é importante eliminar subsídios, reduzir as barreiras à concorrência externa e doméstica e promover a reforma tributária, entre outras medidas.

 

 

 

De acordo com o economista Mark Dutz, organizador do relatório, as ineficiências do Brasil custam caro para a população. Ele comenta que os benefícios dessas mudanças superariam em muito as perdas para determinados grupos.

 

 

 

“Se o Brasil reduzisse suas barreiras ao comércio, seria possível tirar quase 6 milhões de pessoas da pobreza e criar mais de 400 mil empregos, por exemplo.

 

 

 

Além disso, se a taxa de aumento da produtividade passasse ao nível registrado nos anos 1960 e 70, o Brasil poderia crescer cerca de 4,5% ao ano.”

 

 

 

Do contrário, o Brasil tem poucas chances de manter os ganhos sociais conquistados desde o começo dos anos 2000. Sem contar que a taxa de crescimento econômico esperado pode se limitar a apenas 1,3% em 2030.

 

 

 

Futuro

 

 

 

O futuro da economia do país e seus impactos no mercado de trabalho interessam sobretudo aos jovens, que estão no foco do segundo relatório. De acordo com o Banco Mundial, mais da metade dos brasileiros entre 15 e 29 anos estão em risco de desengajamento, quer na escola quer no mercado de trabalho.

 

 

 

Cerca de 11 milhões não estudam nem trabalham. Quase 14 milhões estudam ou trabalham, mas apresentam atrasos grandes na aprendizagem ou estão em empregos onde têm poucas oportunidades de acumular competências relevantes para um mercado que está cada vez mais exigente e competitivo.

 

 

 

A autora do relatório, Rita Almeida, fala sobre algumas medidas que poderiam ajudar a reverter esse quadro.

 

 

 

Evasão escolar

 

 

 

 

“É urgente melhorar a qualidade da educação para esses jovens. A reforma do Ensino Médio é um passo muito importante, mas pode ser feito ainda mais para evitar a evasão escolar, e melhorar a qualidade do aprendizado na sala de aula para os jovens. Além disso, é importante reorientar as políticas do mercado de trabalho para melhorar os resultados dos programas de treinamento e dos serviços de colocação de emprego de forma a apoia-los numa melhor transição para o mercado de trabalho.”

 

 

 

Segundo os novos estudos, as reformas para diminuir subsídios, possibilitar mais investimentos para inovação e start-ups, promover mais abertura comercial e aumentar a produtividade também podem favorecer os jovens brasileiros.

 

 

 

Da Redação com informações provenientes de Mariana Ceratti, do Banco Mundial Brasil.