Atibaia: Mario Inui assume a prefeitura de Atibaia mas afirma que o “prefeito continua sendo o Saulo”

O presidente da Câmara de Atibaia, Dr. Edison Leite e o atual prefeito Mario Inui
O presidente da Câmara de Atibaia, Dr. Edison Leite e o atual prefeito Mario Inui

 

 

“Estou assumindo a Prefeitura. Estou prefeito da cidade, mas para mim, o prefeito continua sendo o Saulo. O meu companheiro, que ao meu lado venceu as eleições e que confio, e sempre confiarei”, disse Mario Inui (Pros) no discurso de posse.

 

 

 

 

O presidente da Câmara de Atibaia, Dr. Edison Leite, após o discurso de Mario Inui, comentou: “Nós precisamos continuar a fazer essa cidade prosperar. Tenho certeza que essa dupla não se desfez, ela apenas se separou por um pouco de tempo. Eu acredito piamente que a verdade vai se estabelecer, que a Justiça será feita, seja qual for o resultado. A gente precisa pensar que por trás de um político tem um ser humano, tem uma família, tem filhos, a gente precisa fazer as coisas no campo político, preservando a pessoa”.

 

 

 

 

 

 

 

Entenda o por quê Saulo Pedroso foi afastado:

 

 

Justiça determina o afastamento do Prefeito de Atibaia por crime de responsabilidade fiscal.
Justiça determinou o afastamento do Prefeito de Atibaia por crime de responsabilidade fiscal.

 

 

O prédio do Fórum de Atibaia foi interditado em maio 2014, e o prefeito Saulo Pedroso comprometeu-se com o diretor do órgão, o juiz José Augusto Marzagão, de alugar um prédio para o judiciário funcionar.

 

Segundo a acusação, o prefeito teria pedido o pagamento de propina no valor de R$ 50 mil ao dono do imóvel e, após ter a proposta recusada, teria conseguido negociar um valor superfaturado para a locação do imóvel, obtendo desta forma vantagem ilícita e gerando prejuízo aos cofres públicos.

 

 

O prefeito afastado teve parte dos bens bloqueados por improbidade administrativa em uma ação contra ele e outras três pessoas. A ação do Ministério Público também envolve a locação do prédio.

 

 

 

Apoio do Legislativo ao prefeito afastado impediu Comissão de Investigação e Processante

 

 

Câmara de Atibaia decide não abrir CIP contra o Prefeito, apesar de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Justiça contra o Saulo Pedroso. - Foto: Departamento de Comunicação da Câmara Municipal de Atibaia
Câmara de Atibaia decidiu não abrir CIP contra o Prefeito, apesar de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Justiça contra o Saulo Pedroso. – Foto: Departamento de Comunicação da Câmara Municipal de Atibaia

 

 
A Câmara analisou na sessão de 11 de fevereiro, recebimento de denúncia com pedido de abertura de CIP (Comissão de Investigação e Processante) contra o prefeito Saulo Pedroso, com base em irregularidades apontadas na contratação de aluguel para nova sede do Fórum de Atibaia, objeto de decisão do Tribunal de Justiça.

 

 

 

A solicitação ao Legislativo foi feita pelo CND (Centro Nacional de Denúncia), que pede a cassação do chefe do Executivo e também cita ação civil pública de improbidade administrativa, que determinou indisponibilidade de bens, também referente à locação para o Judiciário.

 

 

 

O resultado da votação foi: 10 votos contra e 6 votos favoráveis à abertura da CIP. Votaram a favor os vereadores Ubiratan Fernandes de Oliveira, Daniel Martini, Paulo Catta Preta, Paulo Fernando Lara Pereira de Araujo (Paulo Jesus), Jorge de Jesus Silva e Prof. Rodrigo Parras. Votaram contra a CIP os vereadores Lucas Cardoso, José Carlos Machado (Zé Machado), Almir Bueno do Prado (Miro do Gás), Sidnei Luciano Gonçalves (Sidnei Guerreiro), Josué Luiz de Oliveira (Dedel), Jair Bonilha Gattamorta (Jair do Açougue), Francisco Carlos Avanço (Dr. Avanço), Carol Castillo, Akio Matsuda e Wilson de Vasconcelos Veiga (Baixinho Barbeiro). O presidente, Dr. Edison Bento Leite, não votou porque, pelo Regimento, pedido de CIP é por maioria simples e não absoluta ou dois terços (nestes dois últimos casos, o presidente vota).

 

 

 

Objetivos da CIP

 

 

 

Cabe à CIP a apuração de eventuais infrações político-administrativas do Executivo ou do Legislativo. Pela Lei Orgânica, a Comissão é formada por três vereadores desimpedidos (sem vínculo com os fatos a apurar), que por sua vez elegem presidente e relator. O direito de apresentação de provas é aberto a todas as partes. Após o trabalho de investigação, a CIP encerra suas atividades, dentro de prazo previamente estabelecido, com relatório e encaminhamento às esferas competentes de suas conclusões.

 

 

Da Redação com informações do Jornal G8