Presidente da Colômbia e Nobel da Paz pede desculpas por “caso Odebrecht”

Juan Manuel Santos pede desculpas por “caso Odebrecht”

 

O presidente da Colômbia e Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, lamentou e condenou o uso de dinheiro proveniente de suborno da construtora brasileira Odebrecht em sua campanha presidencial de 2010.

 

 

 
“Perante à revelação de que houve recursos não registrados em minha campanha de 2010, quero expressar minha mais absoluta rejeição e condenação sobre este caso. Lamento profundamente e peço desculpas aos colombianos por esse fato vergonhoso que nunca deveria ter acontecido e que acabo de ser informado”, disse em pronunciamento nesta terça-feira (14).

 

 

 

 

 

 

Em seu discurso, Santos afirmou que “não autorizei e não tinha conhecimento desses procedimentos, que violam diretamente as normas éticas e de controle que exigi em minha campanha”. No entanto, ele ressaltou que isso não “pode causar a suposição de que houve atos de corrupção em seu governo”.

 

 

 

 

 

Poucas horas antes da fala do mandatário, o gerente da campanha presidencial Santos 2010 e de sua reeleição em 2014, Roberto Prieto, admitiu em uma entrevista à “Blu Radio” que recebeu cerca de US$ 400 mil da Odebrecht.

 

 

 

 

 

Prieto reconheceu que foi ele quem ordenou o recolhimento de dinheiro com a construtora brasileira e que isso “foi uma operação irregular que o presidente não teve nada a ver”.

 

 

 

 

 

Em delação no Brasil, a Odebrecht reconheceu que pagou propina em 12 países e que, na Colômbia, teriam sido pagos cerca de US$ 11 milhões em subornos entre os anos de 2009 e 2014. Até o momento, o ex-parlamentar Otto Bula e o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales, que atuava no governo de Alvaro Uribe, foram presos pelo “caso Odebrecht”.

 

 

 

 
– FARC nega receber dinheiro de propina: Além das questões envolvendo o governo colombiano, quem também foi acusada de receber propina da construtora brasileira foram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). No entanto, o grupo que acabou de fechar um acordo de paz, negou as acusações.

 

 

 

 

 
“A mesma empresa esclareceu que nenhuma das situações citadas aconteceu. Em suma, não temos conhecimento de que a insurgência das Farc tenha recebido financiamento da empresa Odebrecht”, informou Pastor Alape, um dos chefes da organização em Bogotá.

 

 

 

 

Da Redação com informações da ANSA