Internacional – Xenofobia: Vêneto restringe acesso de menores imigrantes a livros

Vêneto restringe acesso de menores imigrantes a livros

 

 

O governo do Vêneto, no norte da Itália, adotou uma norma para dificultar o acesso de filhos de imigrantes a livros escolares subsidiados pelo poder público.

 

 

A região é comandada pelo partido ultranacionalista Liga, assim como a cidade de Lodi, na Lombardia, que já havia adotado medida semelhante referente a merendas e transportes escolares gratuitos.

 

 

 

 

Nos dois casos, as autoridades se valeram de uma alteração nos requisitos para se obter os benefícios. Até então, os subsídios eram concedidos apenas com base no Indicador de Situação Econômica Equivalente (ISEE), instrumento que mede a condição de vida das famílias em função de sua renda e seu patrimônio.

 

 

 

 

Contudo, tanto o Vêneto quanto Lodi passaram a cobrar de imigrantes com filhos em creches e escolas um certificado sobre a posse de imóveis ou rendimentos emitido pelo país de origem. Segundo o governo do Vêneto, a exigência “vale não apenas para o ‘bolsa livro’, mas para todos os subsídios de caráter econômico”. As autoridades regionais alegam que muitos estrangeiros se beneficiam dos subsídios ao esconder patrimônios em suas nações de proveniência.

 

 

 

 

“O Vêneto não inventou nenhuma norma anti-imigrantes, apenas se limita a aplicar a legislação nacional e pede que as prefeituras a respeitem, exatamente como acontece em muitos países comunitários, incluindo Espanha, Alemanha e Reino Unido”, afirmou a secretária regional de Educação, Elena Donazzan.

 

 

 

 

O secretário da Liga e ministro do Interior, Matteo Salvini, elogiou as restrições e disse que é preciso acabar com os “espertinhos”. O ministro do Trabalho Luigi Di Maio, líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), por sua vez, afirmou que sempre está “do lado das crianças”.

 

 

 

“Não se toca nas crianças! Se alguns pais não se comportam bem, que sejam multados, mas não seus filhos. Garanto que chegaremos a uma solução”, disse. Tanto Salvini quanto Di Maio são os vice-primeiros-ministros da Itália e líderes “de facto” do governo nacional.

 

 

 

Já o secretário do oposicionista Partido Democrático (PD), Maurizio Martina, acusou a Liga de fazer “propaganda sobre a pele das crianças”.

 

 

 

Da Redação com informações da ANSA