Internacional – Venezuela: Conselho da ONU aprova resolução inédita sobre Venezuela

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Conselho da ONU aprova resolução inédita sobre Venezuela

 

 

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quinta-feira (27) a primeira resolução de sua história sobre a Venezuela, pedindo que o governo do país aceite “ajuda humanitária” internacional para resolver a “escassez” de alimentos e remédios que afeta a população.

 

 

O texto, proposto por diversos países americanos, como Argentina, Peru, Chile, Colômbia e Canadá, foi aprovado com 23 votos a favor e sete contra, incluindo os de China, Cuba e da própria Venezuela – outras 17 nações abstiveram-se.

 

 

 

A resolução pede para que Caracas “aceite ajuda humanitária com o objetivo de remediar a escassez de alimentos, medicamentos e recursos médicos”, já que isso vem gerando um “aumento da desnutrição, em particular de crianças, e a aparição de doenças que haviam sido erradicadas ou controladas anteriormente na América do Sul”.

 

 

 

Além disso, o conselho também pede para a Venezuela “cooperar” com o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, que é dirigido pela ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, através da divulgação de um “relatório abrangente” sobre a situação do país, que será analisado na 41º sessão do colegiado, em junho de 2019.

 

 

 

O embaixador venezuelano na ONU, Jorge Valero, condenou a resolução e a considerou “o começo de uma escalada intervencionista” para conseguir a queda do governo e “estabelecer um mecanismo de tutela estrangeira” sobre a Venezuela. Valero ainda acusou os países que promoveram a resolução de serem instrumentos dos Estados Unidos e de Israel contra Caracas.

 

 

 

Até então, todas as tentativas de introduzir a crise humanitária venezuelana na agenda do conselho haviam fracassado, mas, desta vez, o chamado Grupo de Lima, que é composto por países do continente americano, conseguiu atingir sua meta.

 

 

 

O embaixador do Peru Claudio de la Puente afirmou que era hora de o órgão abordar uma situação que provocou a saída de cerca de 2 milhões de venezuelanos para outros países da região. Segundo ele, o objetivo da iniciativa é “dar voz a milhões de venezuelanos que sofrem com a crise”.

 

 

 

A Venezuela rejeita qualquer tipo de ajuda humanitária, principalmente dos países ocidentais, considerando que isso poderia ser usado como pretexto para uma possível intervenção militar.

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da ANSA