Internacional: Senadores Italianos querem impedir a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil

Senadores Italianos querem impedir a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil
Senadores Italianos querem impedir a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil

 

 

 

 

Os senadores italianos Cecilia Guerra e Luigi Manconi fizeram um apelo nesta terça-feira (16) paraapelam que o ministro da Justiça, Andrea Orlando, evite a extradição ao Brasil do ex-diretor de Marketing do BB Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão.

 

 

“Já foi comprovada que a condição das prisões brasileiras é desumana. As garantias do Brasil não bastam e não devem ser suficientes”, disse Manconi, que é presidente da Comissão de Proteção dos Direitos Humanos do Senado italiano.

 

 

 

E isto fica evidente após as declarações do Ministro da Justiça do Brasil,  José Eduardo Cardozo, que disse hoje (16) que ao falar sobre a  redução da maioridade penal de 18 para 16 anos disse:  “Nossos presídios são verdadeiras escolas do crime.”

 

 

 

Também nesta terça-feira, e mulher de Pizzolato, Andrea Haas, e seus advogados disseram que o processo judicial do mensalão teve motivação política e que o ex-direitor de Marketing foi usado como “bode expiatório”.

 
Ontem, o Conselho de Estado da Itália suspendeu pela terceira vez a extradição de Pizzolato. Em audiência, os juízes aceitaram um recurso da defesa e agendaram para o próximo dia 23 uma nova sessão para decidir o futuro do brasileiro, que tem cidadania italiana. O governo italiano havia autorizado a repatriação de Pizzolato a partir de ontem, quando começaria a correr um prazo de 20 dias para as autoridades brasileiras buscarem o condenado.

 
A defesa de Pizzolato alegou que seu cliente seria enviado para a “ala de vulneráveis” do presídio da Papuda, em Brasília, e que isso feriria a legislação e as garantias de segurança dadas pelo Brasil.

 
O ex-diretor do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e sete meses de detenção por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Após a sentença, Pizzolato fugiu para a Itália, onde foi preso por portar documentos falsos. Desde fevereiro de 2014, o Brasil tenta extraditá-lo para que cumpra a pena no país.

 

 

 
Fonte: Da Redação com informações provenientes de Agências de Notícias Nacionais e Internacionais