Internacional – Saúde: Trinta anos após o primeiro Dia Mundial contra a AIDS ainda está em um ponto crítico, afirmou secretário-geral das Nações Unidas

Trinta anos após o primeiro Dia Mundial contra a AIDS ainda está em um ponto crítico, afirmou secretário-geral das Nações Unidas – Imagem: pixabay.com

 

 

 

Trinta anos após o primeiro Dia Mundial contra a AIDS, lembrado em 1º de dezembro, a resposta ao HIV ainda está em um ponto crítico, afirmou neste sábado o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Chefe da ONU ressaltou que a atual resposta dos países vai definir o curso da epidemia – se irá acabar até 2030 ou se gerações futuras terão de carregar o fardo da infecção.

 

 

 

Em mensagem para a data, Guterres destacou que grandes progressos foram feitos em diagnósticos, tratamentos e esforços de prevenção, mas alertou que o ritmo não corresponde à ambição global.

 

 

 

 

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 prevê que a AIDS seja eliminada como ameaça de saúde pública até 2030. Outros marcos internacionais, como as metas 90-90-90 da ONU, estabelecem que até 2020, 90% das pessoas com HIV terão conhecimento do seu estado sorológico, 90% dessas estarão tomando os medicamentos antirretrovirais e 90% desses indivíduos sob tratamento terão a carga do vírus suprimida.

 

 

 

 

Desde o início da epidemia no mundo, mais de 77 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV e mais de 35 milhões morreram de doenças relacionadas à AIDS. Hoje, em torno de 37 milhões de pessoas vivem com HIV, segundo dados de 2017 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) – com margem de erro de 31,1 milhões a 43,9 milhões. Desse grupo, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 3 milhões tenham 19 anos de idade ou menos.

 

 

 

 

“Ainda há tempo para ampliar (o acesso a) testes de HIV, para permitir que mais pessoas tenham acesso a tratamentos, para aumentar os recursos necessários para prevenir novas infecções e para acabar com o estigma. Nesta encruzilhada crítica, precisamos fazer a virada certa agora”, disse Guterres.

 

 

 

 

Em relatório divulgado na quinta-feira (29), o UNICEF afirmou que cerca de 80 adolescentes irão morrer todos os dias de AIDS se progressos na prevenção da transmissão não forem acelerados. Apesar das tendências de redução em mortes relacionadas à doença e também no número de novas infecções, a trajetória descendente não está acontecendo rápido o suficiente, segundo a agência da ONU.

 

 

 

 

O relatório cita uma meta global para garantir que o número de crianças infectadas com o HIV não ultrapasse 1,4 milhão até 2030. O valor projetado a partir dos atuais esforços de saúde pública é de 1,9 milhão.

 

 

 

 

Em seu comunicado, Guterres ressaltou o estigma e as discriminações que afetam populações-chave para a resposta à epidemia, como homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, trabalhadores sexuais, pessoas trans, usuários de drogas injetáveis, indivíduos privados de liberdade e migrantes.

 

 

 

No total, uma em cada quatro pessoas com HIV não sabe que tem o vírus, o que as impede de tomar decisões informadas sobre prevenção, tratamento e serviços de apoio e cuidado.

 

 

 

 

Da Redação com informações da ONU – nacoesunidas.org / Imagem: pixabay.com