Internacional – Política: Irã diz que vai ignorar novas sanções dos EUA, que entram em vigor nesta segunda-feira

EUA e Irã - Imagem: Reprodução
EUA e Irã – Imagem: Reprodução

 

 

Os Estados Unidos vão sancionar entidades ou empresas estrangeiras que continuarem comprando petróleo iraniano ou se relacionando com os bancos do Irã, bloqueando o acesso ao mercado americano. O presidente americano, Donald Trump, busca obter um acordo bilateral com o Irã similar ao negociado com a Coreia do Norte. Ele já deu diversos sinais de que está disposto a se reunir com os dirigentes iranianos. O governo americano impõe 12 condições para assinar um acordo global com o país.

 

 

Entre elas, estão restrições mais firmes e duradouras relacionadas ao programa nuclear, o fim da proliferação de mísseis balísticos e das atividades consideradas “desestabilizadoras” de Teerã em países vizinhos. Para obrigar o Irã a cumprir as suas condições, o governo americano pretende impor as sanções “mais fortes da história”. São esperadas novas medidas punitivas nos próximos meses.

 

 

 

 

Embora as principais grandes empresas estrangeiras tenham optado por abandonar o Irã, o efeito da proibição de exportação do petróleo iraniano ainda é difícil de avaliar.

 

 

 

 

Irã vai continuar exportando petróleo

 

 

 

 

Em um discurso na TV, o presidente iraniano, Hassan Rohani, disse que o Irã continuará exportando petróleo e vai ignorar as sanções americanas. “Os americanos querem reduzir a ‘nada’ as vendas de petróleo iraniano, mas nós continuaremos a comercializá-lo”, disse o chefe de Estado.

 

 

 

 

O Irã disse estar “em contato permanente com os signatários do acordo de Viena”, assinado em julho de 2015, sobre seu programa nuclear. O país foi autorizado a desenvolver a energia nuclear para fins civis. Rohani diz que a adoção de um mecanismo que permitirá dar continuidade ao comércio com a UE “levará tempo”.

 

 

 

 

A maior parte das sanções contra o Irã, terceiro exportador mundial de petróleo, foram suspensas no início de 2016 depois da assinatura do acordo.

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da RFI