Internacional – Política: Donald Trump chama países da América Central de “buracos de merda”

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Donald Trump chama países da América Central de “buracos de merda”

 

 

Em uma reunião com membros do Congresso sobre os debates para uma nova lei migratória, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou palavras de baixo calão para se referir aos imigrantes haitianos, salvadorenhos e africanos que chegam ao país.

 

 

 

“Por que todas essas pessoas desses buracos de merda vêm parar aqui?”, teria dito aos democratas e republicanos durante uma reunião na última terça-feira (9), segundo informa a mídia norte-americana.

 

 

 

O comentário referia-se ao debate sobre a chegada massiva de estrangeiros do Haiti, de El Salvador e de nações africanas. Ele ainda afirmou que os EUA estariam melhores se atraíssem pessoas como os “noruegueses”.

 

 

 

“Por que nós precisamos de mais haitianos? Mantenham eles longe”, teria acrescentado ainda o presidente, deixando os congressistas sem palavras.

 

 

 

A Casa Branca não quis responder sobre o caso, deixando em aberto a possibilidade de Trump, realmente, ter se dirigido dessa maneira aos imigrantes. O governo limitou-se a dizer que o mandatário “sempre lutará pelo povo norte-americano” enquanto “alguns políticos de Washington lutam por países estrangeiros”.

 

 

 

“Como outros países que tem uma imigração baseada no mérito, o presidente Trump está lutando por soluções permanentes para fazer nosso país mais forte, dando as boas vindas àqueles que podem contribuir para a nossa sociedade, crescer nossa economia e assimilá-la dentro de nossa grande nação”, disse ainda um dos porta-vozes da Casa Branca, Raj Shah.

 

 

 

A declaração do presidente pode complicar ainda mais um acordo bipartidário no tema da imigração.

 

 

 

Após a reunião da terça, a mídia veiculou que Trump teria condicionado a liberação para a permanência dos chamados “dreamers” – os estrangeiros que chegaram aos EUA ainda crianças e jovens – à construção do muro na fronteira com o México.

 

 

 

Frear a imigração foi uma das chaves da campanha presidencial do republicano. No entanto, ao assumir o governo, ele enfrentou resistência tanto política como judicial para aplicar diversas medidas contra os deslocados internacionais.

 

 

 

Da Redação com informações da ANSA