Internacional – Política: Chile vence Bolívia em Haia e não negociará saída ao mar

Chile vence Bolívia em Haia e não negociará saída ao mar
Chile vence Bolívia em Haia e não negociará saída ao mar

 

 

Por 12 votos contra 3, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia rejeitou nesta segunda-feira (1) o pedido da Bolívia de obrigar o Chile a negociar uma saída de acesso ao Oceano Pacífico.

 

 

 

A Corte de Haia se posicionou à favor do Chile na disputa, decidindo que “o Chile não tem obrigação de negociar de boa fé com a Bolívia um acesso ao mar”.

 

 

 

 

 

A sentença chamou a atenção por ser categórica, sem oferecer condições ou sugestões de resolução, apesar de incentivar os dois países a manterem o diálogo e a estabilidade na região. A leitura da sentença levou cerca de uma hora e meia.

 

 

 

 

A província chilena de Antofagasta era, até 1879, território boliviano. Os moradores da região comemoraram a decisão da Corte. As imagens de felicidade da província chilena foram transmitidas pelas televisões locais e contrastaram com a desilusão que tomou conta da capital boliviana, La Paz.

 

 

 

 

Na chamada “Guerra do Pacífico”, disputada entre 1879 e 1983, a Bolívia perdeu 400 quilômetros de costa e 120 mil quilômetros quadrados de território, ficando sem uma saída ao mar. O país foi invadido pelo Chile, que alegava um descumprimento em acordos comerciais.

 

 

 

 

Na Corte, por sua vez, o Chile argumentou que sua fronteira com a Bolívia foi estabelecida pelo acordo de 1904 e que não tem obrigação de renegociá-la.

 

 

 

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, também comemorou a decisão de Haia.”Hoje é um grande dia para o Chile, para o direito internacional e para a convivência entre os país”.

 

 

 

 

Segundo Piñera, o tribunal “fez justiça, estabelecendo de forma clara e categórica que não temos, e nunca tivemos, tampouco descumprimos, obrigações com a Bolívia”.

 

 

 

 

O mandatário também mencionou o presidente boliviano, Evo Morales, dizendo que ele “criou falsas expectativas e também grandes frustrações ao seu povo”.

 

 

 

 

“Nos fez perder cinco anos de negociações com a Bolívia”, criticou Piñera, referindo-se ao período desde que a demanda fora apresentada, em abril de 2013.

 

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes da ANSA