Internacional: ONU alerta que mais de 6 mil pessoas morreram no conflito na Ucrânia

Conflito na Ucrânia
Conflito na Ucrânia

 

 

 

O chefe do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Zeid Al Hussein, afirmou que 6.417 pessoas morreram por causa dos conflitos no leste da Ucrânia entre abril de 2014 e maio deste ano.

 

 

Um novo relatório divulgado esta segunda-feira sobre a situação no país mostra que o número de feridos chegou a quase 16 mil durante o mesmo período.

 

 

 

 

Cálculos Conservadores

 

 

 
Zeid disse que “esses são cálculos conservadores e que os números reais de mortos e feridos podem ser bem mais altos”.

 

 

 

 

O 10º relatório preparado pela Missão da ONU de Monitoramento dos Direitos Humanos na Ucrânia revelou uma redução dos bombardeios indiscriminados na região. Isso aconteceu depois da adoção do pacote de medidas para a implementação do Acordo de Minsk.

 

 

 

 

Ao mesmo tempo, o documento afirma que sérios abusos e violações dos direitos humanos continuam sendo registrados no leste da Ucrânia.

 

 

 

 

Entre eles, o relatório cita execuções, tortura, prisões arbitrárias e ilegais, tráfico humano e falta de justiça e prestação de contas sobre as ações que estão sendo realizadas.

 

 

 

 

Ainda na lista de violações está a privação dos direitos sociais e econômicos, que afeta 5 milhões de pessoas que vivem nas regiões de conflito.

 

 

 

Zeid declarou que os grupos armados em operação no leste da Ucrânia continuam intimidando e assediando a população local.

 

 

 

 

Rebeldes

 

 

 

O subsecretário-geral assistente de Direitos Humanos, Ivan Simonovic, afirmou que os rebeldes estão particularmente envolvidos nas alegações de abusos. Mas ele disse que está sendo colocada em dúvida também a responsabilidade das forças armadas ucranianas.

 

 

 

Simonovic declarou que “os confrontos estão diminuindo e isso pode ser demonstrado pela redução do número de mortos”.

 

 

 

O representante da ONU afirmou que “infelizmente o acordo de Minsk não está sendo implementado e que isso é muito ruim para a população da região a longo prazo”.

 

 

 

 

Para Simonovic, “há várias evidências de que armas sofisticadas e homens armados estejam entrando na Ucrânia vindos da Rússia, incluindo alguns militares”.

 

 

 

 
O coordenador humanitário da ONU na região, Armad Harutyunyan, disse que não “há alternativa ao acordo de Minsk.”
Segundo ele, o fluxo de homens e armas entrando no país agora está no mesmo nível de antes do cessar-fogo”.

 

 

 

 

 

Da Redação com informações provenientes de Agências de Notícias Internacionais e da Rádio ONU em Nova York