Internacional: Nações aliadas fazem exercício aéreo no Ártico, em resposta à ameaça russa

Nações aliadas fazem exercício aéreo no Ártico, em resposta à ameaça russa
Nações aliadas fazem exercício aéreo no Ártico, em resposta à ameaça russa

 

 

Cerca de 100 jatos e 3 mil homens de oito nações europeias e dos Estados Unidos participam, até o dia 5 de junho, de um exercício militar no espaço aéreo do Ártico, onde há tensão por causa da constante atividade militar da Rússia.

 

 

O Exercício Desafio do Ártico 2015, que começou ontem (25), era esperado desde o último dia 10 de abril, quando ministros da Defesa dos países nórdicos – Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia – e o ministro do Exterior da Islândia, anunciaram a ampliação da cooperação militar entre as cinco nações, com o objetivo de reagir à ameaça russa.

 

 

 

Desde o ano passado, violações do espaço aéreo dos países nórdicos por aviões de guerra russos foram registradas em várias ocasiões, algumas delas com risco de acidentes. “O Exército russo age de maneira provocativa em nossas fronteiras e várias violações aconteceram também nos Países Bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia)”, declararam os ministros em texto conjunto, publicado na ocasião do anúncio.

 

 

 

Em novembro do ano passado, um avião de passageiros que deixou o Aeroporto de Copenhague, na Dinamarca, passou perto de colidir com um avião da inteligência militar russa que voava no espaço aéreo dinamarquês com o transponder desligado, o que dificultava sua visualização pelo centro de controle aéreo.

 

 

 

Além da Noruega, Suécia e Finlândia, que sediam o exercício aéreo, participam também o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Holanda, a Suíça e os Estados Unidos. Este é considerado um dos maiores treinamentos do tipo este ano em território europeu.

 

 

 

No mesmo dia em que os jatos europeus e norte-americanos entraram em ação no Ártico, forças militares da Rússia iniciaram um exercício de quatro dias envolvendo 250 jatos e 12 mil homens nos Montes Urais e no Oeste da Sibéria. O teste é visto como uma provocação e uma exibição do poderio militar russo aos vizinhos nórdicos.

 

 

 
Da Redação com informações provenientes da Agência Brasil