Internacional: Itália socorreu 4.500 migrantes e 10 mortos neste final de semana no Mar Mediterrâneo

Captura de um vídeo da marinha italiana que mostra operação de salvamento de migrantes neste sábado, no Mar Mediterrâneo AFP/Garde-côtes Italie
Captura de um vídeo da marinha italiana que mostra operação de salvamento de migrantes neste sábado, no Mar Mediterrâneo
AFP/Garde-côtes Italie

 

 

A guarda costeira italiana anunciou que 3.690 migrantes foram socorridos no Mar Mediterrâneo neste sábado (2). O número não chega a ser um recorde, mas está entre os maiores para um só dia, ao lado dos 3.791 de 12 de abril e dos 2.850 do dia 13. Neste domingo  a cifra subiu para 4.500 resgatados e 10 mortos.

 

Dos resgates de ontem, 217 pessoas foram socorridas pelo patrulheiro francês Commandant Birot, que se juntou na semana passada a missão de vigilância Tritão. A operação foi reforçada pela União Europeia e recebeu aporte de 18 milhões de euros depois que mais de 800 pessoas morreram no Mediterrâneo no dia 19 de abril.

 

 

O barco deve desembarcar no fim desta tarde em um porto da Calábria (sul da Itália), onde as autoridades locais se encarregaram dos imigrantes, mas também dos dois supostos atravessadores presos pela marinha francesa. Alguns dos migrantes socorridos chegaram ainda de madrugada à ilha italiana de Lampedusa, ponto mais próximo da costa africana, enquanto outros devem chegar à Sicília entre domingo e segunda.

 

 

Milhares de migrantes – principalmente africanos, mas também sírios – partem da Líbia, deixam suas casas com atravessadores e desembarcam diariamente na costa italiana. A travessia é perigosíssima, como confirmam os números: apenas em abril, mais de 1,2 mil pessoas morreram no Mediterrâneo. Além do Commandant Birot, o efetivo de sábado contava com quatro navios da guarda costeira e dois da marinha italiana, além de dois barcos da polícia fronteiriça e dois rebocadores.

 

 

Soluções duradouras

 

 

Apesar do cenário de crise humanitária, a resposta da Comissão Europeia tem sido o aumento da fiscalização e não a busca de soluções duradouras, como exigem organizações de direitos humanos. Para os Médicos sem Fronteiras (MSF) e a Migrant Offshore Aid Station (Moas), a única maneira de remediar a situação seria melhorar o acolhimento dos refugiados. As organizações advertem que medidas como o fechamento a rota líbia só abrirão novas rotas, talvez até mais perigosas.

 

 

Ontem, as duas ONGs anunciaram o envio de um barco para uma missão de salvamento de seis meses no Mediterrâneo. O MV Phaenix fez uma missão de dois meses no ano passado e participou do salvamento de 3 mil pessoas

 

 

Da Redação com informações de Agências Internacionais e RFI