Internacional – Itália: Incidente reacende debate sobre cruzeiros em Veneza

Incidente reacende debate sobre cruzeiros em Veneza

 

O segundo incidente em um mês envolvendo navios de cruzeiro em Veneza deu novo combustível à troca de acusações entre as autoridades sobre a demora para a implantação de um projeto para impedir a passagem de grandes embarcações pelo centro histórico da cidade italiana.

 

 

 

No último domingo (7), debaixo de uma forte chuva, um navio da Costa Cruzeiros quase se chocou contra um cais e um iate na Bacia de San Marco, mas os rebocadores conseguiram evitar um acidente.

 

 

 

Um mês antes, uma embarcação da MSC colidira contra um cais e um barco no Porto de Veneza, deixando quatro turistas feridas. “A responsabilidade maior pelo que aconteceu ontem [7] e por aquilo que pode acontecer no futuro é de quem não decidiu nos últimos meses: o ministro da Infraestrutura e dos Transportes Danilo Toninelli”, disse o prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro (Força Itália).

 

 

O antecessor de Toninelli (M5S), Graziano Delrio (PD), fechara um acordo com a Prefeitura e o governo do Vêneto em novembro de 2017 para tirar navios de cruzeiro do coração de Veneza. Com a troca de gestão em Roma, no entanto, o projeto empacou.

 

 

 

Atualmente, os grandes navios cruzam a Bacia de San Marco, em pleno centro histórico veneziano, e o Canal de Giudecca, representando um risco para o frágil ecossistema da cidade. Essas embarcações atracam no terminal de passageiros de Veneza, que fica na parte insular do município, ao lado da Estação Santa Lucia.

 

 

 

O plano definido em 2017, por sua vez, prevê que navios com mais de 55 mil toneladas sejam direcionados a Marghera, bairro situado no continente e que abriga um dos mais importantes portos comerciais da Itália. Com isso, essas embarcações não precisariam mais passar pelo Canal de Giudecca.

 

 

 

“Brugnaro, como sempre, fala demais”, rebateu Toninelli, que culpou a “inércia” de governos anteriores pela falta de solução para os cruzeiros em Veneza. “Estamos perto de uma solução séria para tirar os grandes navios de Veneza. Marghera é uma opção ruim para a segurança e o ambiente”, disse o ministro, sem anunciar uma alternativa.

 

 

 

Da Redação com informações da ANSA