Internacional – Estados Unidos: Denver, nos EUA, descriminaliza uso de cogumelos alucinógenos

Denver, nos EUA, descriminaliza uso de cogumelos alucinógenos – Foto: Ilustrativa/pixabay.com

 

 

 

Denver, nos Estados Unidos, se tornou na quarta-feira (8) a primeira cidade do país a descriminalizar os cogumelos alucinógenos.

 

 

A decisão foi confirmada em uma eleição municipal, que contou com quase 180 mil eleitores. O “sim” da chamada Iniciativa 301 venceu com uma diferença de 2 mil votos. A partir de agora, o uso e o cultivo dos fungos virou um crime de menor prioridade para a polícia local.

 

 

 

Além disso, as autoridades não poderão processar ou prender pessoas com mais de 21 anos de idade que estiverem portando o cogumelo. A cidade também liberou o cultivo para uso pessoal do fungo.

 

 

 

A cidade realizará uma nova contagem dos votos no dia 16 de maio, com o objetivo de averiguar novamente o resultado final da eleição.

 

 

 

De acordo com a Divisão de Eleições de Denver, os votos ainda não computados, que são enviados de fora dos Estados Unidos, não são suficientes para virar o resultado.

 

 

 

Os defensores da descriminalização afirmaram que a droga tem benefícios terapêuticos para diversas doenças, como a depressão, por exemplo.

 

 

 

“Como a psilocibina [uma substância psicodélica natural] tem um tremendo potencial médico, não há motivo para que os indivíduos sejam criminalizados pelo uso de algo que cresce naturalmente”, afirmou Kevin Matthews, diretor da campanha “Descriminalize Denver”.

 

 

 

Já de acordo com o professor de psiquiatria e ciências do comportamento da Universidade Johns Hopkins, Matthew Johnson, a psilocibina não causa dependência no indivíduo e “não há overdose letal direta” ao usar a droga.

 

 

 

O prefeito de Denver, Michael Hancock, foi contra a descriminalização dos cogumelos alucinógenos.

 

 

 

Denver é a capital e a cidade mais populosa do estado norte-americano do Colorado. O condado possui pouco mais de 704 mil habitantes.

 

 

 

 

Da Redação com informações da ANSA