Internacional: Equipes de ajuda humanitária Internacionais chegam ao Nepal, e os números de mortos já ultrapassa 3700 pessoas

Casas ficaram completamente destruídas na capital do Nepal, Katmandu. REUTERS/Navesh Chitrakar
Casas ficaram completamente destruídas na capital do Nepal, Katmandu.
REUTERS/Navesh Chitrakar

 

 

Equipes de voluntários do mundo inteiro chegaram nesta manhã (27) a Katmandu para prestar ajuda humanitária às vítimas dos terremotos que atingiram o Nepal no fim de semana. De acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério nepalês do Interior, ao menos 3.726 pessoas morreram, enquanto o número de feridos ultrapassa 6,5 mil. Milhares ainda não receberam atendimento médico.

 

Pela terceira noite seguida, muitas pessoas dormiram ao ar livre, debaixo de chuva e frio, temendo as réplicas do tremor que, por volta de meio-dia do sábado, atingiu 7,9 graus na escala Richter.

 

 

A professora de francês Heloise, que vive em Katmandu, dormiu as duas últimas noites no jardim de sua casa. “Estamos todos acampados do lado de fora, cozinhamos e comemos no jardim, enfim, fazemos tudo fora de casa. Está chovendo, todo mundo está molhado e passa bastante frio. Os voluntários nos trazem galões d’água porque, no Nepal, a água da torneira não é potável. Temos água o suficiente para alguns dias”, disse, em entrevista a RFI.

 

 

 

O socorro é complicado não apenas por conta da geografia montanhosa do país, mas também devido ao mau tempo e às réplicas do terremoto. Uma delas, de 6,7 graus na escala Richter, foi sentida até na capital indiana Nova Délhi, a mais de 800 quilômetros do epicentro. Na Índia, o terremoto fez 66 vítimas. No Tibet, foram confirmadas 18 mortes.

 

 

Situação caótica

 

 

Apesar da chegada de numerosas equipes de socorro, a situação continua caótica no Nepal. Os hospitais estão saturados e os tremores frequentes obrigam que feridos sejam deslocados para tendas instaladas do lado de fora. As redes de comunicação e eletricidade também foram fortemente abaladas, o que prejudica a troca de informações entre as diferentes regiões do país, principalmente no Himalaia, que recebe um grande fluxo de visitantes nessa época do ano.

 

 

Alpinistas no Everest

 

 

 

Cerca de mil pessoas, entre elas 400 alpinistas estrangeiros, estavam em um acampamento na base do monte Everest, que foi atingido por uma forte avalanche no sábado. Várias outras avalanches foram registradas no domingo. Dezessete corpos foram encontrados e 61 feridos confirmados. Hoje, três helicópteros de resgate conseguiram chegar à região.

 

 

O nepalês Shoushan Sharaman, que trabalha em uma empresa de Katmandu que faz trilhas guiadas pelo Himalaia, afirmou, em entrevista à RFI que a situação começa a melhorar. “Essa noite foi mais tranquila do que a noite anterior. Houve apenas duas réplicas. Ao redor de nossa loja, todas as lojas e escritórios estão fechados, mas nós decidimos abrir, esperando que amanhã, a situação melhore. Uma parte das pessoas está indo embora, alguns estrangeiros partindo para seus países e alguns nepaleses procurando locais mais seguros”, declarou.

 

 

Brasileiros no Nepal

 

 

De acordo com o governo do Nepal, havia cerca de 300 mil estrangeiros no país no momento da tragédia. O Itamaraty informou ontem que 60 dos 79 brasileiros que estavam no país já foram localizados. A França localizou 1.098 de seus cidadãos, mas 676 franceses seguem desaparecidos.

 

 

Nesta manhã, o ministério das Relações Exteriores da França informou que dois turistas franceses estão entre as vítimas do terremoto. Outros dez cidadãos estão feridos.

 

 

 

Da Redação com informações de Agências Internacionais e da RFI